Teresa não viu Pablo o dia inteiro, também não conseguiu contato pelo celular. Pelo motorista da Família Guerra, soube que ainda não tinham saído para buscar as pessoas, o que a deixou inquieta. Decidiu então ir buscá-los pessoalmente.
Teresa caminhou até a porta de vidro da sala de estar. Viu que o térreo da casa estava escuro, mas o andar de cima estava todo iluminado.
Ela segurou a maçaneta da porta quando, de repente, ouviu o som de um vaso de cerâmica se quebrando no jardim dos fundos.
Achou que fosse Raul brincando de esconde-esconde com ela.
Teresa contornou a grande janela em direção ao jardim, sorrindo e baixando a voz: "Raul, a mamãe já vai te achar!"
Ela não percebeu que, do outro lado do vidro e das cortinas, alguém a acompanhava de perto, observando cada passo seu, como uma sombra.
Aos olhos dele, ela estava ali, viva e saudável, com o corpo delicado, o rosto corado, o sorriso tão puro e belo quanto uma peônia desabrochando.
O sorriso radiante dela era como uma brisa de primavera, trazendo conforto ao seu coração dolorido; mas a imagem dela triste e desesperada ainda pulsava em sua memória, como uma lâmina cortando lentamente um coração já todo dilacerado.
Teresa encontrou o vaso quebrado no jardim, mas não achou Raul. Percebeu então passos na sala de estar. Sorrindo, segurou a maçaneta da porta do jardim e entrou.
"Raul, te achei!"
Ninguém?
O olhar de Teresa se voltou para o andar de cima.
"Foi lá pra cima?"
Ainda sorrindo, Teresa entrou na sala.
Marcos estava bem no centro da sala, vendo-a se aproximar. O aroma suave dela pairava no ar, acelerando o coração dele, seu sangue fervendo, a dor no peito se tornando incontrolável.
Queria abraçá-la, tê-la de novo, não permitir que ela escapasse mais uma vez.
Mas também não suportava mais vê-la tão triste e desesperada.
Marcos deu um passo à frente. Teresa percebeu sua presença e se aproximou instintivamente, parando a poucos passos dele.
A voz dela era doce e suave.
"Gustavo?"
"Por que não acendeu a luz?"
"Liguei pra você ontem à noite, por que não atendeu?"
"Por que veio?" Teresa foi até ele.
"A mamãe ficou preocupada." Robson respondeu com calma.
"Srta. Souza, onde estão Dr. Braga e Raul?" perguntou o secretário, "E o Pablo?"
"Não vi nenhum deles, devem estar no andar de cima." Assim que Teresa começou a subir as escadas, Pablo apareceu.
Ela parecia um pouco constrangida, segurando duas malas: "Teresa, chegou um visitante na casa do Dr. Braga. O Raul já dormiu, disse que vai te ver quando você voltar da viagem."
"Entendi." Teresa disse, meio desapontada, aceitando as malas.
Robson já tinha estendido a mão, pegando as malas dela e entregando ao secretário, com voz serena: "Já vamos?"
"Xisto Guerra e Dona Guerra já estão esperando, lá fora." disse o secretário, recebendo as malas.
"Certo, vamos."
Teresa também não queria fazê-los esperar. Já que Pablo tinha dito aquilo, e Gustavo estava ocupado recebendo alguém, ela preferiu não interromper.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...