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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 248

Robson fechou o último relatório sem expressão alguma no rosto. "Nada de especial."

Disse ao secretário: "Leve para destruir."

O secretário obedeceu imediatamente.

"Tem algum problema?" Teresa, porém, segurou o relatório antes dele ser levado.

De repente, Robson agarrou a mão de Teresa. O secretário compreendeu na hora e tirou de seu bolso uma caixinha de anel, onde repousava um belíssimo anel de jade.

Robson colocou o anel no dedo anelar de Teresa.

Teresa levantou a mão para olhar. "Mas já tenho uma aliança prata simples, não?"

"Tem gente que não enxerga direito."

Robson entregou os documentos ao secretário, levantou-se e abriu a porta do quarto para Teresa, um gesto cavalheiresco que nunca teve com ninguém.

Teresa ficou surpresa, depois sorriu levemente. "Sr. General, o senhor está brincando comigo?"

"Haha, que engraçado."

Na verdade, nem um pouco.

Teresa saiu do quarto. A figura alta ao seu lado se abaixou de repente e a pegou nos braços.

Teresa arregalou os olhos. "Sr. General, já estou bem das pernas, posso andar sozinha."

Robson olhou para os traços delicados do rosto dela.

Se ele pode te carregar, por que eu não posso?

Essa frase ficou entalada em sua garganta.

"Mamãe está lá embaixo."

"A Srta. Souza passou por um grande susto, é natural que o Sr. General faça um pouco mais por ela. Afinal, vocês são marido e mulher, um bom marido deve ser atencioso com a esposa." O secretário explicou ao lado.

Teresa, então, passou os braços pelo pescoço de Robson. "Então vou aproveitar um pouco."

Com sua permissão, ela escondeu o rosto no peito dele.

Ser levada por Marcos tinha sido assustador.

Ainda estava traumatizada.

Mas, ao lado do Sr. General, sentia-se segura.

O elevador se abriu. Elisabete e Milena estavam logo à porta.

"Está tudo bem?" Elisabete perguntou, mas por causa do passado pouco respeitável de Teresa, não quis demonstrar muita preocupação, então foi direta.

"Dona, estou bem." Teresa respondeu com gentileza, mesmo diante da frieza de Elisabete.

"O Marcos passou dos limites. Pedi para seu pai intervir. Desta vez, ele vai aprender." Elisabete disse enquanto seguia à frente.

Robson lançou um olhar para Milena, abraçando Teresa e acompanhando a mãe. "Deixe que a polícia cuide disso, para que não digam que a Família Guerra se aproveita do poder."

Diante da fala do filho, Elisabete não insistiu. "Como ela descobriu para onde Teresa ia? Será que tem alguém dele infiltrado aqui? Ou ele mandou alguém seguir Teresa?"

"Cunhada, posso falar com você por um instante?" Ao ouvir "cunhada", todos ao redor de Teresa olharam para ela.

Por algum motivo, Teresa achou inadequado continuar nos braços de Robson e quis descer.

Robson, porém, não permitiu. "Está sujo."

A água da chuva realmente deixara o chão úmido e sujo.

Mas ela não era uma criança.

"Deixe-as se aproximar." Robson cedeu.

Teresa então permaneceu nos braços dele.

"Cunhada, quanto tempo!"

Raquel, ao ver Teresa, primeiro piscou os olhos grandes, pensativa, até exclamar: "Tia! É você, tia!"

Quando partiu, Raquel tinha apenas quatro anos, as lembranças já estavam um pouco confusas.

"Tia, senti tanto a sua falta, o Adriano sentiu sua falta, meu tio sente muito sua falta." Raquel falou inocentemente, sem entender os dramas dos adultos.

Essas palavras mudaram a expressão de todos ao redor.

Sara percebeu a situação e segurou Raquel. "Cunhada, meu irmão errou com você, e você tem todo direito de agir como quiser. Mas Adriano era só uma criança naquela época."

"O que ele fez foi por influência dos adultos, não era da natureza dele." Ao lembrar de Adriano, Sara sentiu o coração apertar. "Cunhada, perdoe o Adriano, por favor?"

"Ele foi deixado pelo meu irmão num abrigo, teve que se virar sozinho esses três anos. Não foi fácil para ele."

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