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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 249

Orfanato?

Teresa se lembrou de que, na noite anterior, Adriano também mencionara o orfanato.

"Tia, Adriano é muito coitado." Raquel chorava baixinho enquanto tentava segurar a mão caída de Teresa.

A mãozinha era macia, e Teresa, por instinto, segurou a mão de Raquel.

"Tia, você pode ir conosco ver o Adriano? Por favor?"

"Ele está morando neste hospital."

"Não é adequado ter contato com os familiares do suspeito. Melhor esperar o caso terminar." O secretário, percebendo a expressão inflexível de Robson, comentou.

Teresa soltou a mão, afagou a cabeça de Raquel e disse: "Fica pra depois."

Apenas essas três palavras esgotaram toda a dedicação que um dia teve com Adriano.

Na porta, policiais à paisana montaram um corredor improvisado; Robson pegou Teresa nos braços e saiu apressado.

Raquel correu atrás da figura de Teresa, chorando e gritando, mas de nada adiantou: Teresa não olhou para trás.

Ela se jogou nos braços de Sara. "Mamãe, por que a tia não quer o Adriano? Por que ela não quer mais o tio?"

Sara se agachou diante de Raquel, enxugando-lhe as lágrimas. "Quando você crescer, vai entender. Sua tia não teve escolha, ela não está errada."

Ela própria, traída por Davi Rocha, também tinha o coração despedaçado.

Mas, de certa forma, era mais forte que Teresa, justamente por causa de Raquel.

Raquel estaria sempre ao seu lado, nunca lhe daria as costas, muito menos a machucaria.

Já Adriano...

Sara apenas suspirou longamente.

Aquele homem parecia difícil de lidar. Colocara o irmão na cadeia sem hesitar, dificilmente permitiria que a cunhada e Adriano se reencontrassem.

Desta vez, o irmão tinha encontrado alguém à altura.

...

No banco de trás do carro, Teresa sentia-se tomada por pensamentos confusos enquanto observava a chuva torrencial pela janela.

Ao seu lado, ouviu a voz serena de Robson: "Investigue o que Adriano viveu nesses três anos."

Teresa ouviu o secretário responder afirmativamente, e olhou para Robson, surpresa.

"Sr. General, não precisa."

Robson não lhe respondeu e murmurou: "O Diretor Franco está esperando você em casa."

Só então Teresa se lembrou dos assuntos importantes. O Sr. General pensava em tudo, o que a fez admirá-lo e agradecê-lo de coração. "Obrigada."

De volta à Família Guerra, Teresa compartilhou com o Diretor Franco suas descobertas e planos; em troca, recebeu as informações que o Diretor também havia obtido.

"Se o verdadeiro mandante for mesmo o Alan..." O Diretor Franco arqueou as sobrancelhas para Robson. "Você não vai interferir, vai?"

Srta. Souza nunca vira o lado frio do Sr. General, que de bom não tinha nada.

Quando Robson lançou-lhe um olhar frio, o secretário rapidamente pegou seus papéis e saiu.

No escritório, restaram apenas os dois, num silêncio quase absoluto.

"Como eu te trato?"

"Já me salvou tantas vezes, confia em mim no trabalho e até me favorece... E ainda agora, me carregou no colo para eu não me cansar, não foi?" Teresa respondeu sem segundas intenções. "Eu vou trabalhar duro para retribuir ao Sr. General e ajudá-lo a ser promovido em breve."

Depois pensou: Robson era um talento oculto, cedo ou tarde voaria alto.

Quando chegasse esse momento, ela e Beatriz torceriam por ele na base.

Robson aproximou-se da mesa, bateu de leve com os dedos no tampo. "Eu não faço isso por ela."

"Hã?"

Teresa olhou para Robson.

Ouviu então: "Só faço isso por você."

"Por mim como?" Teresa não entendeu. Então a mão grande e seca de Robson deslizou por baixo de seu braço, tocou suas costelas e a levantou da cadeira.

Ela não era pequena nem leve, então exclamou, surpresa: "Sr. General!"

Ele a levou do escritório direto para a cama, onde a repreendeu: "Não me chame mais assim."

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