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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 250

Robson colocou Teresa suavemente na cama, deixando que ela repousasse a cabeça sobre seu braço, e pediu que fechasse os olhos.

Sentou-se à cabeceira, inclinando levemente o rosto para baixo. "Dona Wilma está ouvindo do lado de fora."

Até quando ela teria que chamá-lo de Sr. General?

Aquilo também começava a incomodá-lo.

O calor suave da respiração de Robson se espalhou pelo rosto de Teresa.

Teresa corou de vergonha, a voz pequena e suave. "Robson... as pessoas já foram embora?"

Robson puxou o cobertor para cobrir Teresa. Por cima do tecido fino, sua mão grande envolveu as costas dela, dando tapinhas quase imperceptíveis. "Ainda não. Durma."

Ela não tinha dormido bem na noite anterior e, naquele dia, ainda havia sofrido e se cansado por causa do ferimento. Agora, as olheiras estavam profundas, e o cansaço era extremo.

Teresa lutou para se manter acordada, mas não sabia como, acompanhando o ritmo leve dos tapinhas de Robson em suas costas, acabou adormecendo rapidamente.

Robson, ao ver que ela dormia profundamente, afastou delicadamente os fios de cabelo bagunçados do rosto dela e ficou observando por um bom tempo, antes de ajeitá-la de lado na cama com cuidado.

Ao sair do quarto, Milena esperava do lado de fora.

Mas não havia sinal nenhum de Dona Wilma.

Tudo não passava de um truque para convencer Teresa a dormir.

"Mano, e a Teresa...?"

"Já dormiu." Robson fez sinal para Milena ir até a sala.

"Mano, a Teresa está bem mesmo?" Milena tinha visto com os próprios olhos Marcos carregar Teresa, coberta de sangue, para fora da cafeteria.

Ela tinha ficado apavorada.

Só encontrou o irmão porque se deparou, ao sair, com policiais à paisana enviados por ele, e assim conseguiu alcançá-los.

Robson não respondeu à pergunta de Milena, apenas devolveu outra: "Você ainda se encontra com ele?"

Milena não respondeu, abaixando o olhar. "Queria pedir desculpas para a Teresa. Se ela estiver dormindo, volto amanhã."

"Milena, ele está se aproveitando de você para se aproximar da sua cunhada." Robson suspirou, resignado. "Por que tem que ser ele?"

Quando aquilo tinha sido colocado ali?

À frente, via sombras e vultos; Robson, imponente, estava sentado à mesa, conversando baixinho com a secretária. Fora, no pátio, o burburinho era ainda maior.

A notícia quente da noite anterior, de que Robson iria se casar, já tinha corrido, e agora as famílias mais influentes de Cidade Luminária sabiam que ele tinha voltado.

Fosse bajulação, formação de alianças ou tentativas de agradar...

Um enxame de pessoas tentava se aproximar da Família Guerra.

Teresa saiu da cama e foi ao banheiro; logo que voltou, a secretária se retirou.

Ela trocou de roupa e, quando saiu do banheiro, Robson entrou, contornando a cortina.

"O Diretor Franco pediu que você fosse até lá."

Muita gente, muitos olhares; ele não queria que perturbassem a tranquilidade dela.

Robson passou a mão pelo cabelo de Teresa, colocando uma mecha atrás da orelha, e falou naturalmente: "À tarde, você vai experimentar o vestido de noiva. A Luísa vai te buscar, e minha mãe vai com vocês."

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