Teresa franziu profundamente as sobrancelhas, querendo se opor, mas ouviu a outra continuar.
"É só tirar algumas fotos, assim você pode ajudar sua irmã. Converse com a Teresa sobre isso."
"Agora lá fora estão dizendo que sua irmã é uma encrenqueira, e que nós do Grupo Gomes estamos abusando do nosso poder."
Ao pensar na situação de Sara, Teresa conteve sua irritação.
Quando Teresa subiu as escadas, Sara veio ao seu encontro.
"Irmã, a Raquel ouviu o que os empregados disseram, descobriu que o pai foi preso e está chorando sem parar."
"Vou lá ver." Teresa seguiu Sara até o quarto de Raquel, e a abraçou com carinho.
"Tia, você se machucou, foi o meu pai que fez isso?"
"Elas falaram que meu pai é mau, que te machucou. E que o tio vai expulsar eu e a mamãe daqui."
"Tia, meu pai é uma boa pessoa, elas estão mentindo para mim, não estão?"
O rostinho inocente e assustado de Raquel olhava para Teresa, cheia de apreensão.
Se sua filha ainda estivesse viva, teria a mesma idade de Raquel.
Teresa jamais permitiria que Raquel se machucasse. "Raquel, seu pai não machucou a tia, foi a tia que se cortou sem querer."
"Então eu e a mamãe podemos continuar morando aqui?" Raquel perguntou, com doçura.
"Claro que podem, essa casa também é sua e da sua mãe." Teresa acariciou o rostinho de Raquel.
"Obrigada, tia." Raquel deu um beijo na bochecha de Teresa. "Então vou falar para o papai que quero ficar aqui bastante tempo antes de voltar para casa, mas… por que nunca consigo falar com ele no telefone…"
Vendo Raquel resmungar enquanto ia para a sala de TV, onde assistia desenhos com Adriano, Teresa sentiu uma tristeza difícil de descrever. Quando os pais se separam, quem mais sofre são sempre as crianças.
Ela mesma era um exemplo disso.
Segurou a mão de Sara. "Daqui a uns dias, venha comigo até o escritório do advogado."
"Quando me casei com seu irmão, ele transferiu para mim as ações que possuía. Quero dar essas ações para você, Sara."
Vendo Sara tão surpresa que parecia em choque, Teresa sorriu e foi para a sala de TV.
Marcos estava ansioso para ver Teresa, preocupado que ela se cansasse durante a cerimônia, ou que se lembrasse de Flávia e ficasse triste demais.
Ele pegou o copo d’água, bebeu e foi para o quarto interno.
A cerimônia deste ano era grandiosa, pois iriam transferir as cinzas de Flávia para um novo jazigo.
A urna de Flávia estava no quarto interno, aguardando o término da cerimônia para que Teresa a levasse ao cemitério e a depositasse no novo túmulo.
Marcos, ansioso para ver Teresa, bebeu a água que lhe deram e foi caminhando para o interior.
O que o aguardava era Kate, vestida de luto, com o véu preto.
Kate se aproximou, e uma sombra densa tomou conta do olhar de Marcos...
Teresa arrumou o luto de Adriano e voltou para o local da cerimônia. Na parte final, o mestre de cerimônia pediu que ela entrasse para buscar a urna.
Os fotógrafos, que antes só podiam tirar fotos do lado de fora, de repente invadiram o local, e os flashes começaram a pipocar sobre a cerimônia.
Teresa levantou a cortina e, ao entrar, deparou-se com uma cena caótica: dois corpos entrelaçados, incapazes de se separar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...