Otávio não compreendia; tornar público o casamento com Valentino não era o que Flávia Viana sempre quis?
Agora ela queria que Valentino interviesse para impedir?
Ela realmente não queria o anúncio, ou sabia que não dava para parar e disse isso de propósito para os outros ouvirem?
Aos olhos dele, a segunda opção era mais provável.
Afinal, Flávia Viana amava Valentino com todas as forças.
Dona Irene olhou para Flávia Viana, que balançou a cabeça de leve, indicando que não queria.
— Vamos comer primeiro; deixaremos o resto para o final.
Dona Maíra concordou.
Heloísa encarou as líchias na mesa por um momento e um brilho malicioso cruzou os seus olhos.
Ela pegou as líchias e começou a descascá-las.
— Heloísa, você não pode comer líchia, vai te dar alergia. — Senhora Mirella arrancou a líchia das mãos dela, com o rosto cheio de preocupação.
— Mãe, eu sei. — Heloísa chegou perto da Senhora Mirella. — A velha quer revelar a identidade de Flávia Viana hoje, não posso deixar ela conseguir o que quer.
O coração da Senhora Mirella apertou de forma abrupta.
A idosa gostava tanto assim de Flávia Viana?
Ela entendeu a intenção da filha na hora.
— Coma; daqui a pouco eu ligo para Valentino do seu celular. — Senhora Mirella descascou a fruta e passou para Heloísa.
Heloísa comeu várias de uma vez até parar.
Em pouco tempo, grandes manchas vermelhas apareceram nos seus braços, fazendo um contraste marcante com a pele branca e causando uma impressão assustadora.
Heloísa trocou um olhar com Senhora Mirella e jogou o corpo para trás; a mãe amparou-a desesperada.
— Heloísa! Heloísa! O que houve? — Senhora Mirella deu um grito agudo.
— A Srta. Vasconcelos está bem? Por que desmaiou do nada?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mestre Restauradora e Sua Filha Secreta