Heloísa alcançou seu objetivo; todos acharam que ela era confiante e generosa.
E que ainda pedira voluntariamente para o namorado aceitar o pedido de Flávia.
Flávia não se deu ao trabalho de dar bola para Heloísa.
— Não tenho. — Valentino moveu os lábios levemente.
Flávia congelou no lugar, e os olhares dos espectadores pesaram sobre ela como um tapa em seu rosto.
Os olhares da multidão eram de desdém, desprezo e zombaria. Todos achavam que ela estava ali para tentar seduzir Valentino de propósito.
Rafael lançou um olhar cortante para cada pessoa ao redor, e todos que ele encarava abaixavam a cabeça ou desviavam o olhar.
As pessoas foram embora.
— Vamos, vamos entrar.
Flávia observou o Maybach se afastando. Seus olhos começaram a arder; ela piscou duas vezes e virou-se para entrar com Rafael.
Sala de reuniões da Império.
Cada assento tinha um nome. Flávia sentou-se no primeiro lugar à esquerda, com Rafael ao seu lado.
Heloísa sentou-se de frente para Flávia, olhou para ela, franziu as sobrancelhas e perguntou: — O que foi? O Valentino não quis conversar com você?
Ela parecia realmente se importar com Flávia, o que, aos olhos dos outros, confirmava ainda mais a sua bondade.
Afinal, nem todo mundo aceitaria ver o próprio namorado sendo abordado por outra mulher.
A Srta. Heloísa não apenas não se zangou, como ainda falou por Flávia, demonstrando consideração.
Isso elevou ainda mais a sua imagem na percepção geral.
Flávia cruzou olhares com ela e captou o traço fugaz de exibicionismo no fundo dos seus olhos.
— Não te interessa. — Flávia respondeu secamente.
Algumas pessoas acharam que Flávia estava passando dos limites.
Mas como o assunto não tinha a ver com eles, ninguém disse nada.

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