Sala de restauração do primeiro grupo da Baoli.
Flávia voltou de fora e, ao passar por Larissa, a viu lavando um quadro com o método de imersão. Ela franziu a testa.
— Esse quadro tem marcas de traça...
O rosto de Larissa ficou frio. — A Srta. Flávia tem alguma instrução? Há alguma insatisfação com o meu trabalho?
O tom de ironia em sua voz foi tão forte que Ricardo Mello e Rafael olharam para elas.
— Nenhuma — Flávia disse e voltou para o seu lugar.
Lavar com água é um dos métodos de limpeza de quadros, mas nem todos os quadros são adequados para isso.
Um quadro como o de Larissa, com muitos danos por traças, não deveria ser lavado dessa forma.
Mas, como Larissa não queria ouvir seus conselhos, ela também não diria mais nada.
Rafael lançou um olhar preocupado para Flávia. Percebendo o olhar, Flávia balançou a cabeça de leve.
A sala do primeiro grupo estava silenciosa, enquanto da sala ao lado vinham risadas constantes.
Bateram na porta da sala de restauração. Flávia estava concentrada de cabeça baixa montando uma pintura.
A figura de Larissa surgiu rapidamente na porta, com um tom de surpresa. — Heloísa, o que faz aqui?
— O Valentino pediu café da tarde para todo mundo. Esta é a bebida de manga que você mais gosta, trouxe especialmente para você. — Heloísa estendeu a mão direita com a bebida.
— Obrigada, Heloísa, você é um amor — Larissa disse e só então notou que ela segurava mais alguns copos.
Heloísa entrou direto, ignorou Flávia, que estava sentada na frente, e foi direto para perto de Rafael.
— Rafael, um café para dar energia.
Enquanto falava, colocou o café na frente de Rafael.
— Obrigado, Srta. Heloísa — Rafael forçou um sorriso fraco.
— De nada. — Heloísa foi até Ricardo Mello e colocou o café na mesa dele.
— Sr. Mello, aceite um café.

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