Uma grande parte da camisa estava molhada, gotas de suor do tamanho de feijões escorriam por seu rosto e seus lábios ficaram pálidos.
Flávia moveu os lábios: — Tira logo a roupa, senão pode grudar na pele.
— Srta. Flávia, você e a Heloísa estavam muito perto. Ele só se jogou para evitar que a Heloísa se machucasse. Espero que você não interprete mal a situação.
Otávio avisou com tom frio.
Se ele não deixasse isso claro, ela poderia ter a ilusão de que Valentino fez isso para salvá-la.
Se ela ficasse emocionada e decidisse não se divorciar mais, Valentino sairia no prejuízo.
Heloísa, que momentos antes estava incomodada com o fato de Valentino ter protegido Flávia, agora compreendia tudo ao ouvir as palavras de Otávio.
Então ele fez isso por ela.
Ela quase achou que ele queria proteger Flávia.
— Valentino, tire a roupa rápido. Arthur, vá buscar o carro, Otávio, me ajude a levá-lo lá para fora.
Heloísa conteve o pânico e falou com calma.
Flávia ficou parada no mesmo lugar, olhando para as figuras apressadas deles, sem se mover.
Ela virou as costas e voltou para a sala privativa.
A porta da sala foi aberta, revelando o rosto preocupado de Pietra. — Flávia, por que você demorou tanto? Aconteceu alguma coisa?
Flávia não respondeu. Pietra notou seu estado abatido e imediatamente a ajudou a entrar na sala.
— Encontrei o Valentino.
— Ele fez alguma coisa com você? — Pietra se levantou num pulo, caminhando furiosa em direção à porta.
— Não — Flávia segurou Pietra, pensou um pouco e resumiu o que havia acontecido.
— Bem feito! Deus é justo. — Pietra deu duas gargalhadas altas.
Rafael olhou calmamente para Flávia, que estava de cabeça baixa. — Ficou com pena?
— Não. Vamos embora hoje, perdi a vontade de ficar aqui.
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