— Obrigada, Rafael.
— Não quero mais que me diga obrigada no futuro. — Rafael fez uma cara séria. — Já somos amigos há tantos anos, você é a pessoa mais importante para mim.
— Se a Pietra ouvir isso, ela vai ficar com ciúmes. — Flávia riu levemente.
— Fica tranquila, na frente dela, vou dizer que ela é a mais importante.
Flávia começou a rir.
Ao vê-la rindo, Rafael também riu.
Quinta-feira, sala de restauração da Equipe 1 da Baoli.
O celular de Rafael tocou de repente, e era um número desconhecido.
Flávia acabava de entrar pela porta e perguntou: — Por que não atende?
Ela caminhou até a frente de Rafael, olhou para o número de telefone, e seus olhos esfriaram.
— Você conhece?
— Helena Monteiro. — A mente de Flávia lembrou de Helena dizendo para ela pedir demissão. Ela achava que Helena só estava culpando-a por não cuidar bem de Valentino.
Foram palavras ditas no calor da emoção, e ela não esperava que a mulher fosse de fato agir.
— Atenda.
Rafael atendeu o telefone, aproximou-se de Flávia e colocou o celular no meio dos dois.
— Olá, Senhor Rafael. Sou a senhora Monteiro.
— Senhora Monteiro, tem algo em que eu possa ajudar?
— É o seguinte. Fiquei sabendo que a Flávia está fazendo bicos na Galeria Noir. Eu sou parente dela, e como ela tem tido problemas ultimamente, estou ligando para cuidar da demissão dela.
Helena assumiu que, revelando sua identidade como senhora Monteiro, Rafael aceitaria imediatamente.
Rafael e Flávia se entreolharam, ambos vendo o frio nos olhos um do outro.
Flávia sorriu de pura raiva.
Queria demiti-la, mas tinha medo de que descobrissem a relação de sogra e nora entre elas.
— Desculpe, senhora Monteiro, em nossa empresa, a demissão deve ser feita pessoalmente.
Do outro lado da linha, perplexidade cruzou o rosto de Helena.
Ela já havia mencionado que era a senhora Monteiro, e Rafael estava apenas demitindo uma prestadora de serviços.

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