Flávia, que estava lendo artigos, recebeu de repente uma ligação de Valentino.
Um traço de dúvida passou por seu rosto. Será que ela precisava colaborar e ir ao Solar dos Monteiro?
Tocou para atender.
— Alô?
— Venha aqui fora.
A voz fria do homem chegou pelo fone de ouvido.
— O que foi? — Flávia franziu a testa.
O contrato que ela assinou na época estipulava apenas que ela deveria colaborar com Valentino para enganar a família Monteiro.
Mas não mencionava que ela deveria estar à disposição a qualquer momento.
— As imagens das câmeras de segurança mostram que você pegou o Pingente da Sorte da Heloísa.
— O Pingente da Sorte da Heloísa? — O rosto de Flávia assumiu uma expressão fria.
Ela havia usado aquele Pingente da Sorte por muitos anos, e o nome dela estava gravado na parte interna.
Era impossível ela ter confundido!
— Posso te entregar daqui a alguns dias?
Mesmo sabendo que o homem não concordaria, ela não conseguiu evitar de perguntar.
Porque aquele era o presente de aniversário que seu avô lhe deu.
Como esperado, o homem recusou com frieza: — Não.
— Eu entendi.
Se ela não concordasse, Valentino teria dezenas de maneiras de forçá-la a sair.
Dona Helena Xavier olhou a hora, logo seria o momento do jantar.
— Flávia, logo vamos jantar, aonde você vai?
— Dona Helena, tenho que sair para resolver um assunto, não precisam me esperar para o jantar.
Flávia acenou para ela.
Assim que saiu de carro da área das mansões da família Xavier, viu um Maybach familiar.
Era o carro de Valentino.
Ele estava apenas de passagem ou sabia que ela estava morando na casa dos Xavier?
O Maybach preto não parou, e partiu na direção oposta.

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