— Vou pegar o carro. — A reação de Pietra Rocha foi rápida.
Quando Flávia Viana acordou de novo, já estava deitada no hospital, com o cheiro forte de desinfetante no nariz, e o soro na mão.
Pietra Rocha estava vigiando ao lado.
A porta do quarto foi empurrada. Era o mesmo médico mais velho da última vez, com a testa muito enrugada.
— Srta. Viana, você está brincando com o próprio corpo! — O velho médico repreendeu: — Se você realmente não quer esse filho, pode optar pelo aborto, mas não pode destruir o seu corpo assim!
Ao ouvir isso, Pietra Rocha ficou paralisada.
No segundo seguinte, levantou a voz de repente: — Filho?
Flávia Viana quis impedir, esfregou a testa, mas agora já era tarde para interromper.
— Eu já disse da última vez, se este bebê for abortado, você não poderá engravidar por toda a vida! Pense bem e me diga a sua decisão.
Ao terminar de falar, o médico saiu indignado.
Pietra levantou-se com uma expressão séria. — Flávia Viana, o que está acontecendo? Não me diga que você engravidou do Valentino?
— Sim, estou grávida dele. — Flávia Viana ficou em silêncio por dois segundos. — Você ouviu o que o médico disse. Eu ainda não sabia se iria ficar com a criança, por isso não te contei.
Desta vez foi a vez de Pietra ficar em silêncio.
O quarto ficou em um silêncio mortal.
Rafael empurrou a porta e entrou com o recibo de pagamento na mão. — O que vocês querem comer no almoço? Peço delivery?
Pietra ficou de lado, de braços cruzados, pensativa.
Flávia Viana estava deitada na cama olhando para a janela.
As duas não disseram nada.
— O que aconteceu? — Percebendo que algo estava errado, Rafael franziu a testa.

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