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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 12

“Vou te levar ao hospital para cuidar do ferimento.”

A voz preocupada do homem fez com que o olhar perdido de Estefânia demonstrasse uma leve emoção.

Ela se virou lentamente e o encarou. “Por que você ainda está aqui?”

Leonel também não sabia explicar por que não havia partido com os demais. Talvez fosse porque Péricles lhe pedira para ficar de olho em Estefânia, ou talvez sentisse certa compaixão por ela.

“Péricles, ele...”

Estefânia supôs que Leonel queria justificar algo em nome de Péricles.

Ela não demonstrou interesse.

“Senhor, volte para casa mais cedo, por favor. Estou bem, todos já estão cansados.”

“Eu sei que hoje você foi injustiçada. Péricles passou dos limites.”

Ela levantou os olhos para o homem.

Sua testa franzida parecia indicar que ele se indignava por ela.

Mas ela não precisava disso.

Aos olhos dos outros, a chamada tolerância dela nada mais era do que uma forma de evitar complicações no momento do divórcio.

Na verdade, se Péricles, devido ao ocorrido naquele dia, tomasse a iniciativa de propor o divórcio, ela ficaria mais do que satisfeita, pois isso evitaria muitos transtornos e ainda garantiria que os interesses da família Moreira não fossem prejudicados.

“Ele tem o direito de escolher, eu não me importo.”

A mágoa da vida passada já havia recebido sua devida retribuição.

Nesta nova chance, ela só queria sair da vida daquele homem o quanto antes.

“Ele só está confuso no momento.”

Estefânia sorriu.

Péricles proteger Daniela era um reflexo natural do amor.

Ela sabia bem como ele era ao amar alguém.

Assim como naquele ano em que ela se feriu com os espinhos das rosas do jardim, e ele mandou arrancar todas as rosas do lugar.

Péricles era do tipo que, ao amar, amava com intensidade quase insana.

Esse tipo de amor podia se repetir com qualquer mulher.

Na vida passada, ela não entendia.

Ao ver Péricles amando Daniela daquele jeito, sentia dor e tentava desesperadamente segurá-lo.

Mesmo que não pudesse manter o coração dele, queria pelo menos mantê-lo por perto.

Mas teve de admitir que, naquele dia, Péricles se preocupou com Daniela além do razoável.

Mesmo com a senhora machucada.

Ele simplesmente a deixou de lado.

“Talvez o senhor ache que a Sra. Ribeiro é uma pessoa sofrida, então acaba se importando mais.”

“É assim que você pensa?” Estefânia sorriu e balançou a cabeça. “Gabriela, agora somos só nós duas em casa. Pode falar a verdade.”

Na vida passada, Gabriela sempre a tratou bem.

Houveram vezes em que Péricles descontou sua raiva em Estefânia e atirou coisas, e Gabriela a protegeu.

Gabriela era uma pessoa honesta e realmente não aprovava aquele comportamento de Péricles.

Achava injusto com Estefânia.

Já que ela havia perguntado.

Gabriela decidiu ser direta. “Eu acho que a senhora deveria aconselhar o senhor a afastar a Sra. Ribeiro. Se continuar assim, pode acabar afetando o relacionamento de vocês e o prejuízo será maior.”

“Talvez Daniela seja o verdadeiro amor dele. Eu não quero ser responsável por separar um casal.” Estefânia sorriu.

Gabriela se sentiu desconfortável com aquelas palavras. “Homem casado, quando encontra esse tal de amor verdadeiro, normalmente é só desejo. Não tem aquela música que diz que o que não se pode ter é o que mais inquieta? Senhora, fique atenta ao senhor, não deixe que ele seja enganado.”

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