“Você acha que ele e Daniela já tiveram um caso?”
“Isso importa?”
Isso realmente não importava. O importante era que, por causa de outra pessoa, ele já a tinha ferido.
Não importava se essa pessoa era Daniela ou a própria mãe dele.
“De fato.”
Estefânia respirou fundo. “Giselda, preciso voltar para a Suíça. Fiquei fora por tempo demais, estou preocupada com meu pai.”
“Vai levar o Nicolas?”
“Sim.”
“Com ele por perto, não precisa mais se preocupar que Péricles vá atrás de vocês.”
Estefânia se arrependeu um pouco de ter voltado para Maravilha Azul.
Após ter passado as orientações sobre o trabalho para Beatriz, ela levou Nicolas consigo e retornou à Suíça.
A vida na Suíça foi bastante tranquila.
O trabalho habitual de Nicolas passou de proteger Estefânia para cuidar de Helder.
Foi uma rotina monótona, mas relativamente pacífica.
……
Em Maravilha Azul.
Péricles apareceu no hospital de Daniela acompanhado de Caio.
Ela havia recobrado a consciência.
Estava muito debilitada.
Durante a explosão, ela sofreu ferimentos graves. Perdeu um dos braços e teve o rosto desfigurado.
Sobreviveu por pouco.
Mesmo que todos achassem que ela não resistiria.
Ela sobreviveu.
Ao ver Péricles, ela lhe lançou um sorriso malicioso, como se zombasse dele, de alguém que queria segurar tudo, mas acabou perdendo tudo.
Caio levantou a mão e deu-lhe um tapa no rosto.
Sangue escorreu pelo canto de sua boca.
Ela cerrou os dentes, mas o sorriso nos lábios e no canto dos olhos permaneceu.
“Está sofrendo, não é, Péricles? Sua mãe morreu, sua esposa foi embora, as ações do Grupo Rodrigues despencaram. Você achava que podia controlar tudo, mas na verdade, não consegue segurar nada.”
Ela jogou a cabeça para trás e riu alto.
Seu rosto ficou ainda mais distorcido.
Caio pretendia lhe dar outro tapa.



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