Daiane acariciou a cabeça de Fausto.
Ela entregou um pirulito de arco-íris para Fausto e disse: “Senhorzinho, este é para você.”
Fausto não aceitou.
Ele fixou o olhar em Péricles, com os olhos grandes cheios de raiva e mágoa.
“Vamos embora.” Péricles murmurou.
Com uma mão apoiada na bengala e a outra segurando a menina no colo, ele passou por Estefânia sem sequer olhar para ela novamente.
Entre eles, já não existia mais nenhuma familiaridade.
Ela aceitou essa realidade.
Mas ele não deveria tratar Fausto como se fosse invisível.
Ela sorriu, de modo amargo.
Ele tinha um novo amor, uma nova filha. Como poderia, diante da mulher amada, demonstrar carinho pelo filho da ex-esposa?
Ele não a amava mais, naturalmente também não amava mais o filho dela.
O rosto dela esquentou.
Lágrimas escorreram.
Fausto enxugou as lágrimas da mãe e perguntou: “Mamãe, por que você está chorando?”
“Entrou um cisco no olho da mamãe.”
“Mamãe, se o papai ruim não quer a gente, nós também não queremos ele. Daqui pra frente, Fausto vai te proteger, eu consigo.”
O menininho bateu no próprio peito, cheio de confiança.
Estefânia sorriu.
Ela segurou a mão de Fausto: “Hoje, mamãe vai levar o Fausto para comer no McDonald’s, tudo bem?”
“Sim, sim!”
Ela conteve as emoções.
Estefânia dirigiu levando Fausto embora.
Dentro da van executiva de Péricles.
Ele permaneceu calado, perdido em pensamentos.
Ainda há pouco, ele tinha visto o rastro de lágrimas no canto dos olhos de Estefânia.
Aquilo doeu-lhe profundamente.
Ele ficou inquieto.
“Péricles, obrigada por me acompanhar hoje para buscar minha filha. Agora que ela está no maternal, nenhuma outra criança vai incomodá-la. Eu te agradeço de verdade.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte dele Chega Antes do Divórcio?