Final de semana.
Daiane havia feito uma reserva em um restaurante sofisticado.
Ela ficou bastante nervosa e, ao ligar para Péricles, sua voz tremia levemente.
“Tenho uma coisa importante para lhe dizer, você pode vir até aqui?”
Péricles não recusou. “Me envie o endereço.”
“Está bem.”
O coração de Daiane batia acelerado.
Embora a sala reservada já tivesse um clima festivo, ela ainda pediu para alguns alunos ajudarem a decorar um pouco mais.
“Professora Cordeiro, a senhora vai pedir alguém em casamento? Está parecendo um pedido de casamento.”
“Pois é, será que é você que vai pedir alguém em casamento, Professora Cordeiro? Encontrou o amor verdadeiro? Que coragem, admiro muito a senhora.”
“O amor verdadeiro não faz distinção, seja homem ou mulher pedindo em casamento, é a mesma coisa. Professora Cordeiro, desejo sucesso para a senhora.”
Os colegas comentavam animadamente, um após o outro.
Somente Marcelo Moreira permanecia em silêncio.
Daiane lhe entregou um copo de chá gelado com leite. “Marcelo, por que está tão distraído? Você acha que hoje o pedido de casamento da professora vai dar certo?”
Marcelo olhou para o sorriso curvado da mulher.
Sentiu de repente uma tristeza profunda.
“Professora Cordeiro, a pessoa para quem a senhora vai pedir em casamento é o meu ex-cunhado?”
Daiane mordeu os lábios, um pouco envergonhada, e prendeu uma mecha de cabelo atrás da orelha. “Bem... para ser precisa, é seu ex-cunhado. Ele está namorando comigo agora. Eu acho que chegou a hora de darmos um novo passo, o que você acha?”
Marcelo não conseguiu dar uma resposta.
Apenas sorriu amargamente.
“Professora Cordeiro, acho que não é apropriado eu ficar aqui nesse momento. Vou embora.”
Marcelo pegou sua mochila.
Saiu sem olhar para trás.
Quando chegou à porta do restaurante,

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