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A Morte Também É Renascimento romance Capítulo 333

Devido à ganância, e instigados pelo assistente de Henrique, o Sr. Amaral, eles fizeram transmissões ao vivo chantageando publicamente Ivânia e Vanessa.

Quando a trama foi exposta, embora Ivânia não os tenha processado, ela cortou o auxílio financeiro que dava a Ramiro.

Sem esse dinheiro, a vida do casal tornou-se ainda mais difícil. Trabalhavam em vários empregos, cansativos e mal remunerados, e as brigas eram constantes.

Naquele dia, o pai de Ramiro e Sabrina tiveram uma discussão violenta. Eles se acusavam e xingavam mutuamente, e na raiva, esqueceram de fazer comida para a criança.

Ramiro, com fome e sede, foi à cozinha ferver água para fazer um miojo. Como ele era muito pequeno e a chaleira elétrica estava em um lugar alto, ao tentar alcançá-la, ele a derrubou acidentalmente. A água fervendo caiu sobre o corpo do menino, causando queimaduras graves.

O casal, apavorado, levou a criança imediatamente para o hospital.

Porém, diante das despesas médicas exorbitantes, ficaram sem saber o que fazer e só podiam chorar abraçados.

Sem saída, Sabrina lembrou-se do assistente de Henrique, Sr. Amaral. Ela ligou para ele e ameaçou: se ele não pagasse o tratamento, ela revelaria ao público que ele a havia instigado a caluniar Ivânia.

O Sr. Amaral cedeu e os levou para um hospital particular do Grupo Damasceno.

No início do tratamento, Ramiro estava melhorando, e o médico disse que não havia risco de vida.

Mas, uma semana após a internação, o quadro de Ramiro piorou subitamente, e os médicos pareciam não saber o que fazer.

Os pais queriam transferi-lo de hospital, mas fora do Grupo Damasceno, não tinham dinheiro para o tratamento.

Naqueles dias, os pais de Ramiro ficaram ao lado da criança, rezando dia e noite.

Os funcionários não esperavam resistência e, num momento de descuido, deixaram o casal escapar.

Embora tivessem recuperado o corpo, os pais de Ramiro não sabiam o que fazer. Eram estranhos em Santa Cruz do Sertão e perceberam que a única pessoa em quem podiam confiar era Vanessa.

Eles sempre souberam que Vanessa era uma boa pessoa.

— Sra. Machado, eu sei que a senhora é boa, nos ajude uma última vez, não deixe meu filho morrer sem justiça. Sra. Machado, serei seu escravo na próxima vida para pagar essa dívida.

Os pais de Ramiro se jogaram no chão, ajoelhando-se aos pés de Vanessa e Ivânia, chorando copiosamente.

Vanessa estendeu a mão para levantá-los e tentou consolá-los.

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