Mônica
Os olhos de Romeo escurecem com a cena à sua frente. Morgan e Ronald estão ensanguentados e ele olha para mim com raiva e malícia.
— Esqueceram de me convidar para a festa? – Ele fala com um falso humor, mas sua cara fecha.
— Romeo, nós vamos embora, sem polícia e sem ameaças, só quero ir embora, por favor.
— Não implore para ele, Mônica, vou tirar nós dois daqui.
— Acabou garotinho, não vê, que se você der um passo em falso, sairá daqui igual a uma peneira? – Ronald fala triunfante.
— Morgan, eles vão matar nós dois! – Falo já perdendo as esperanças.
— Eu vou contar até 3 para você baixar a arma e deixar meu irmão e eu livres para irmos embora, e você pode voltar para Los Angeles com Mônica.
Romeo faz a proposta, mas sei que assim que Morgan baixar a arma, estamos perdidos.
— 1…
Sinto o corpo de Morgan fraquejar, ele está piorando, então seguro firme nele enquanto se apoia em mim, mas seu peso aumenta a cada segundo.
— 2…
— Senhor, o que é isso? – Um dos capangas fala apontando para 5 luzes vermelhas na cabeça e no peito de Romeo.
Fico confusa de ver o medo e o desespero de Romeo, e Morgan me olha igualmente confuso.
Segundos depois ouvimos uma voz no megafone:
— Aqui é o FBI, abaixem suas armas agora mesmo, ou vamos atirar!
Um lampejo de esperança começa a tomar conta da minha mente, e a alegria de ter a chance de sermos salvos… mas Morgan continua na mesma posição.
— Morgan, o que está fazendo? Estamos salvos!
— Eu não vou deixar ele vivo, Mônica, eu não confio nele!
— Acabou a brincadeira, garotinho, já tem seu prêmio! – Ronald fala tentando esconder o desespero.
Vejo os capangas de Romeo se renderem quando chegam vários homens fardados e protegidos, eles vão algemando um por um até chegar em Romeo. Mas Morgan não muda um milímetro da sua posição.
Eles falam conosco mas não ouvi nada, só quero que Morgan saia desse transe e me olhe.
Seguro no rosto de Morgan, e relutante, ele desvia o olhar mortal de Ronald e quando seus olhos focam nos meus, eu o beijo, e ele respira como se estivesse sem ar por um longo tempo.
— Por favor, meu amor, precisamos voltar para casa, para Jason, ele precisa de nós… precisamos estar juntos novamente, por favor… por favor… –
Enquanto eu o beijo vagarosamente vou abaixando seu braço que treme pela dor que ele sente. Quando finalmente ele sai do transe, ele solta a arma no chão e me abraça afagando meus cabelos.
— Eu te amo Morgan Durand, te amo demais… não posso viver sem você! – O beijo sem me importar com o seu estado, só quero que ele sinta o quando o amo.
— Mônica! – Uma voz feminina me faz procurar de onde vem.

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