A Noiva Inocente do CEO Início Capítulo Nove

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Parte 1...

“Por tanto amor

Por tanta emoção

A vida me fez assim

Doce ou atroz

Manso ou feroz

Eu, caçador de mim".

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Nathaly acabou descobrindo que amar a Grécia era muito fácil. Era só deixar os pensamentos negativos de lado e observar as belezas e coisas positivas do lugar que logo os sentimentos alegres afloravam. Ela teve os melhores dias de sua vida ao lado do marido.

Duas semanas em que eles não brigaram, não houveram palavras ofensivas, piadinhas, comentários desagradáveis. Nada de ruim.

Conseguiu até relaxar um pouco do estresse. Aproveitou um tempinho que Kostas saiu para encontrar um dos empregados que trazia mantimentos para a ilha e ligou para o hospital.

Mariene estava lá com sua mãe e lhe passou boas notícias sobre sua recuperação após a cirurgia. Parecia que tudo estava indo bem.

Por causa da fumaça inalada durante o incêndio no barco, Nádia havia ficado com danos permanentes nas vias respiratórias e suas cordas vocais também tinham sido muito atingidas.

Sua voz era fraca e baixa e já tinha feito duas cirurgias antes, mas apenas diminuíram os problemas, não a curaram. Nádia ficou vários meses entubada e teve queimaduras pelo corpo e também internas que quase a levaram ao óbito. Durante três anos de sua vida ela entrou e saiu de hospitais durante meses.

Mariene foi uma pessoa importante para as duas nesse momento difícil quando retornaram ao Brasil. Ela cuidava de Nathaly enquanto a mãe se tratava e mesmo estando no colégio interno ela estava sempre presente.

Infelizmente Mariene não tinha condições de ficar com ela e teve que se conformar com a vida no colégio que não era ruim realmente, apenas estavam passando por maus momentos.

Falou com ela que lhe disse que a mãe teria mais dois meses de tratamento diário até fazer uma nova avaliação sobre uma nova cirurgia, mas apenas após a equipe médica ter todos os relatórios prontos sobre sua saúde.

Ficou mais aliviada ao saber que Mariene estava com ela durante alguns dias da semana. Explicou que iria demorar um pouco mais para retornar porque o curso estava se estendendo e ela só voltaria após sua conclusão.

Era uma grande mentira, mas precisava deixar o tempo correr para poder tomar a atitude de sair da Grécia e mudar com a mãe para outro lugar isolado.

O tio não iria encontrá-las porque já teria participado de sua vingança. Ele pensava que ela iria continuar casada com Kostas e tendo uma vida sofrida ao lado de um homem que iria odiá-la por não lhe dar filhos, mas ela não pensava assim e já começava a pensar como faria para que Kostas a deixasse em paz também.

No contrato dizia que não poderiam se separar enquanto não houvesse um herdeiro, mas isso não aconteceria então estariam presos. Mas não dizia nada sobre ela se afastar e deixá-lo viver sua vida. Com certeza ele iria querer isso caso descobrisse.

Eles conversavam muito e no começo ela tinha cuidado com o que deveria falar, mas aos poucos foi relaxando.

Descobriu que o marido era engraçado e divertido, que contava piadas antigas que ela não entendia e ele ria dela. Entendeu que ele tinha opiniões parecidas às dela e que muita coisa era diferente entre eles, mas isso não era um problema. Um casal não tem que ser idêntico.

várias vezes, de dia e à noite e ele não se importava onde fosse, contanto que matassem a vontade um do outro. Era muito quente na cama e aprendeu posições novas que nem sabia que tinha flexibilidade para tanto.

Ela conseguiu evitar as idas ao mar que ele tanto adorava, sempre com alguma desculpa para não ter que passar vergonha só de olhar para todo aquele azul e disse que não gostava do cloro da piscina, assim não tinha que nadar com ele, até porque nem

Nunca havia aprendido a nadar por causa do trauma.

O que mais gostava era quando dormiam agarrados. Até se sentia amada por ele e não tinha problema para dormir. Tinha que aproveitar cada dia, cada momento ao lado dele porque sabia que isso teria um fim e só restariam as lembranças.

Uma coisa que ainda não se acostumara era com os exercícios. Kostas tinha até uma pequena academia na casa e corria na praia todas as manhãs.

com ele, mas ela sempre jogava a desculpa de ter preguiça de correr, quando na verdade evitava a água a todo custo. Ele era muito disciplinado e ela entendeu de onde vinha aquele corpo lindo e bronzeado.

Uma manhã ela estava de bobeira se espreguiçando quando ele entrou pela porta da varanda com um sorriso e se jogou em cima dela. Estava de sunga preta.

Desculpe - esfregou os olhos — Não deu pra levantar mais cedo - o beijou no queixo.

sei - ele riu — Eu acabei com você.

feito amor até tarde na noite anterior e ele estava cheio

e tocou seu rosto quadrado, a barba por fazer. Sabia que era um caso sem solução. Tinha descoberto na noite anterior que o amava e sofreu por causa

esse homem lindo que ela havia aprendido a amar teria dias longos pela frente

vou me levantar

faço isso pra você,

sorriu e a pegou no colo depressa levando-a para a varanda. Nathaly ainda sonolenta e distraída com a beleza do marido só notou muito tarde o que ele estava fazendo e não teve como se

caminhou depressa para a área da piscina com ela nos braços e sorrindo se jogou junto com Nathaly dentro

sentiu paralisada e não conseguia respirar. Uma escuridão se apossou de seu corpo. O dia ficou cinzento e aos poucos sua visão desapareceu. Sentiu o corpo

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de um lado para outro pelo chão de mármore da sala, enquanto esperava que o médico terminasse de examinar Nathaly. Ele tinha ficado preocupado além da conta ao tirá-la da piscina

sorte haviam dois empregados na ilha fazendo a limpeza quando entrou com a esposa nos braços e os mandou correrem em busca de um médico urgente. A lancha veloz fez bem seu trabalho levando os dois e o médico chegou relativamente rápido, mas veio