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A Noiva Rejeitada do Alfa romance Capítulo 11

Meu coração disparou no peito enquanto eu encarava o completo nada, esperando que havia falado se revelasse. Estava afastada demais da festa e perto da floresta, se algo acontecesse comigo ali ninguém ficaria sabendo.

Então três mulheres emergiram das sombras das árvores, suas silhuetas destacadas pelo brilho fraco da lua cheia. Duas eram morenas e tão parecidas que poderiam ser irmãs, mas uma delas era mais baixa e curvilínea, enquanto a outra era alta e magra, como uma modelo saída de uma revista. A terceira tinha os cabelos dourados como os meus e os lábios franzidos em um puro desdém. Mas todas compartilhavam o mesmo olhar de raiva de desprezo.

— Me desculpe? — Minha voz saiu trêmula, confusa, enquanto eu tentava entender o que elas queriam comigo.

— Ele pode ter se casado com você, mas não vai ter um filho bastardo — a morena mais alta cuspiu as palavras, colocando a mão na cintura e me encarando com o olhar frio como gelo. — Ele é um alfa. Nunca deveria ter se casado com uma humana.

As palavras me acertaram como um soco, e eu senti lágrimas quentes se formarem nos cantos dos meus olhos. Mas tudo fez sentido, os olhares desconfiados durante a festa, os sorrisos falsos, a solidão em ninguém se aproximar ou querer falar comigo de verdade. Não era apenas Kaian que odiava os humanos, todos odiavam e estavam com raiva de mim por ter me casado com ele. Ninguém me queria ali.

— Você é apenas um verme, com quem ele teve que casar para conseguir as terras! Deveria se envergonhar, forçando um homem a aceitar você assim.

— Acredito que era o único jeito de alguém se casar com ela e o paizinho moribundo sabia disso. — a loira disse gargalhando com as amigas.

— Pode ter forçado ele a se casar, mas Kaian nunca vai querer alguém como você, essa união é apenas um sacrifício que ele fez por nosso povo.

— Se tivermos sorte, ele não vai nem consumar o casamento — a morena curvilínea continuou com o deboche e um sorriso cruel curvou seus lábios. — Nunca vai te marcar como luna. Você será só uma pedra no nosso caminho, e vamos passar por cima de você!

Não aguentei mais ficar ali ouvindo aquelas coisas. A rejeição e a solidão que já pesavam em mim desde o começo da festa explodiram no meu peito, se misturando agora à vergonha e ao desprezo.

As lágrimas rolaram, quentes e incontroláveis enquanto eu corria, sentindo o vestido da minha avó arrastar na grama como se estivesse bem mais pesado agora.

— Burra, burra, sua burra!

Eu não deveria ter ouvido meu pai, não devia ter aceitado essa insanidade. Poderia ter dito sim a James, fingindo um casamento por conveniência, e me terminando depois. Qualquer coisa seria melhor do que isso ser humilhada, rejeitada, tratada como uma invasora no meu próprio casamento.

Corri sem olhar para onde ia, tudo à minha volta estava embaçado pelas lágrimas. Eu só queria ir embora dali, ficar longe de todas aquelas pessoas, até mesmo de Kaian. Aquele acordo estava desfeito, não ia continuar com aquilo, meu pai teria que se contentar que nada do que ele sonhou era pra mim, eu tinha nascido para ficar sozinha e apenas isso!

Eu estava tão concentrada em fugir que não notei os saltos prendendo na barra do vestido antes que fosse tarde demais. Eu caí com força no chão, batendo minhas mãos e joelhos no caminho de pedrinhas, a dor aguda subiu pelos meus pulsos, as pedras se afundando em meus joelhos.

Tudo era um desastre na minha vida!

Um soluço escapou alto e descontrolado enquanto eu me encolhia, o rosto quase tocando a terra. Minhas mãos, ainda doloridas do impacto, tremiam contra o chão enquanto eu desmoronava, mas não queria me mexer. Não podia. Tinha medo de que qualquer movimento me quebrasse ainda mais.

Eu só queria que a noite acabasse, que aquele pesadelo tivesse um fim. Mas então, mãos fortes envolveram minha cintura, erguendo-me do chão com uma facilidade que me fez prender a respiração. Braços musculosos me puxaram contra um peito quente, enquanto eu respirava fundo sentindo o perfume dele. Não precisava abrir os olhos para saber que era Kaian, mas eu fiz.

Seus olhos dourados brilhavam na penumbra, o maxilar travado marcando o rosto, quer era uma máscara de fúria contida.

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