O Pastor Alemão imediatamente ergueu a cabeça, apertando os olhos de tão confortável que estava, e balançou o rabo com ainda mais alegria.
— Qual é o nome dele? — Natália levantou o rosto para perguntar a Henrique.
Henrique abaixou os olhos para observá-la. Ele a viu agachada no chão, com o vestido branco esparramado como uma flor de lótus e os dedos repousados na cabeça do cão. Os olhos dela brilhavam intensamente, como se carregassem uma galáxia inteira.
O cão, por sua vez, soltava grunhidos de satisfação e jogava o peso de todo o corpo na perna dela, cheio de vontade de rolar no chão ali mesmo.
Henrique apertou os lábios: — Vendaval.
— Vendaval? Que nome grandioso. — Natália massageou as orelhas do animal mais uma vez. — Ele parece gostar muito de mim.
O rabo de Vendaval balançou com ainda mais velocidade.
Henrique encarou aquela pessoa e aquele cachorro por alguns segundos e, de repente, ordenou: — Beto.
— Sr. Mendes?
— Arrume uma jaula e tranque-o.
Beto: — Hã?
No dia a dia, Vendaval sempre circulou livremente pela Mansão das Águas e Henrique nunca o prendeu. O que tinha dado nele hoje?
Além disso, o cachorro nem estava mordendo a Srta. Natália, pelo contrário, parecia um anjo...
Henrique não lhe deu explicações, apenas o fuzilou com um olhar gélido.
Beto fechou a boca no mesmo instante e se aproximou para puxar Vendaval.
Enquanto era arrastado, Vendaval virava o pescoço para trás a cada passo, lançando olhares cheios de injustiça para Natália e soltando gemidos chorosos.
Natália achou graça: — Ele parece muito ofendido.
Henrique a puxou pela mão para irem para dentro. As pontas de seus dedos deslizaram levemente pelo ossinho do pulso dela e sua voz soou fria: — É selvagem e difícil de domar, melhor ficar longe.
O interior da Mansão das Águas tinha um estilo moderno extremamente minimalista.
A sala de estar tinha pé-direito duplo e uma das paredes era coberta por janelas do chão ao teto voltadas para a paisagem noturna do pátio. As linhas da mobília eram limpas e eficientes, enfeitadas apenas por algumas obras de arte.
O ar tinha um leve cheiro de cedro, o mesmo perfume que pairava em Henrique.
— Nosso quarto fica no segundo andar. — Henrique soltou a mão dela e apontou para a escada em espiral. — A primeira porta à esquerda.
O coração de Natália apertou: — Nosso... quarto?

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