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A NOIVA SUBSTITUTA DO CEO FRIO romance Capítulo 19

Henrique abriu o fecho e pousou o relógio em cima de uma prateleira ali perto, ecoando um tilintar metálico leve.

— Eu te levo.

— Não precisa se dar ao trabalho... — Natália recusou de pronto. — Eu posso ir de táxi...

Henrique arqueou a sobrancelha, erguendo discretamente os lábios, enquanto uma pitada quase imperceptível de riso cruzava seu olhar profundo: — É mesmo? Você acha que vai conseguir um táxi por aqui?

Natália ficou sem fala.

Quando o carro entrou na Mansão das Águas momentos antes, ela havia notado que aquela era a zona mais afastada e privativa da Enseada dos Corais. O caminho inteiro era cercado de palmeiras densas e portões de ferro trabalhados bem trancados. Quem dirá um táxi, não havia nem sinal de pedestres.

Vendo-a calada, Henrique esboçou um sorriso fino: — Vamos logo.

O Maybach preto seguiu rasgando as ruas até a Delegacia da Zona Oeste.

Com as luzes de neon voando lá fora, a noite em Porto Real mal havia começado.

Natália, sentada no banco de trás, colada à janela, não parava de torcer a barra do vestido com os dedos, inconscientemente. O tecido de cetim branco, banhado pelas luzes frenéticas de fora, irradiava um brilho acetinado, realçando a brancura impecável das suas pernas.

— Muito preocupada? — A voz de Henrique ecoou ao seu lado.

Natália virou o rosto.

O homem, confortavelmente reclinado no assento de couro, estava de pernas cruzadas. O contorno de seu rosto revelava-se incrivelmente delineado conforme as luzes da rua brincavam de iluminá-lo e apagá-lo.

— Sim. — Natália respondeu baixo. — O Ricardo tem o pavio curto, tenho medo que ele acabe levando a pior.

— Fique calma. — Os olhos escuros cravaram nela na penumbra, exalando um tom acolhedor. — Não deve ser nada grave.

Natália acenou com a cabeça, mas seus dedos continuavam encolhidos, nervosos.

Ela sabia muito bem que, na visão de Henrique, moleques da idade de Ricardo caindo na porrada não era novidade nenhuma no círculo dos ricos e poderosos de Porto Real. Qual daqueles herdeirinhos, criados a pão de ló, não vivia procurando sarna para se coçar o tempo todo?

Porém, não era isso que a angustiava.

O policial no telefone tinha sido claro: quem saiu na mão com Ricardo foi Felipe Almeida.

Como ele havia ido parar em Porto Real, bem atrás dela?

E por que diabos... ele tinha cruzado logo com o Ricardo?

...

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