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A noiva substituta do Ceo romance Capítulo 24

Pamela

Bruna falava sem parar. Meu Deus, como essa mulher conseguia? Eu juro que tentei manter a paciência, mas quando ela sugeriu que passássemos a nossa lua de mel com eles, meu sangue ferveu. Que tipo de absurdo era esse?

Eu olhei para Caleb, esperando que ele dissesse alguma coisa, mas ele parecia estar se divertindo com o meu incômodo. Ele apoiou o braço no encosto do sofá e me lançou aquele sorrisinho sacana, como se dissesse Quero ver como você vai sair dessa, querida esposa.

Respirei fundo e tentei manter a pose, mas não aguentei.

— Sabe o que é? — Falei, interrompendo Bruna no meio de mais uma frase sem fim. — Nós estamos muito cansados da viagem e precisamos descansar. Quem sabe outra hora?

Falei com o meu melhor sorriso falso, aquele que usava quando precisava ser educada, mas estava morrendo de raiva por dentro.

Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, peguei o braço dela e a guiei delicadamente para fora. Bruna arregalou os olhos, surpresa com a minha atitude. Federico, como sempre, obedeceu sem questionar e a seguiu sem dizer uma palavra.

Quando chegamos até a porta, Bruna finalmente se virou para nós, claramente indignada. Mas antes que ela falasse qualquer coisa, Caleb se levantou com uma calma irritante, cruzou os braços e observou tudo, como se aquilo fosse um espetáculo particular.

— Mas e quando nós nos veremos? Talvez outra hora? — Bruna insistiu, com um sorriso forçado.

Caleb soltou um suspiro teatral e disse, com a voz mais casual do mundo:

— Talvez em outra vida.

E, sem esperar resposta, fechou a porta na cara deles.

Fiquei olhando para a porta por alguns segundos, absorvendo a cena. O silêncio foi quebrado pelo riso de Caleb.

— Que show foi esse, Senhora Belmont? — Ele perguntou, rindo, enquanto se jogava no sofá.

Bufei e cruzei os braços.

— Você viu o absurdo que ela sugeriu? Como assim passar a lua de mel com eles? Era só o que me faltava.

— Ah, eu vi sim. Mas confesso que estava me divertindo demais vendo você lidar com isso. — Ele sorriu malicioso.

Revirei os olhos.

— Você podia ter me ajudado.

— E perder a chance de ver você tirando alguém à força do nosso quarto? Nem pensar.

Caleb sorriu mais ainda e me puxou pelo pulso, me fazendo cair no sofá ao lado dele. O calor da pele dele contra a minha me fez arrepiar. Ele percebeu e segurou o meu olhar por um momento longo demais.

Droga. Aquele homem era um perigo.

Meu coração estava disparado.

O jeito que Caleb me puxou, o calor do corpo dele tão perto do meu... tudo me deixava nervosa. Eu tentei desviar o olhar, mas ele já estava muito perto.

Então, ele me beijou.

Dessa vez, foi diferente. Não foi um beijo tão urgente, Foi suave.

Devagar.

Calmo.

Os lábios dele se moveram nos meus de um jeito tão leve que eu senti um arrepio subindo pela minha nuca.

As mãos dele estavam na minha cintura, firmes, quentes. E eu? Eu simplesmente fiquei ali, parada, sentindo tudo aquilo e deixando ele me beijar. E pior... correspondendo.

Por alguns segundos, eu esqueci de tudo.

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