Caleb
Já em casa, depois de todo o sufoco no hospital, tudo parecia... quieto demais. Pamela e eu subimos para o quarto. Ainda havia um resquício de tensão no ar, como se alguma coisa ainda estivesse por ser dita.
Ela foi até a janela, mexendo nervosamente nos dedos, enquanto eu largava as chaves em cima da cômoda e tirava o casaco.
O silêncio se estendeu por alguns segundos até que ela finalmente falou, com a voz um pouco hesitante:
— Caleb... — ela chamou, sem me olhar diretamente.
— Hm? — murmurei, virando para ela.
Pamela respirou fundo, como se estivesse reunindo coragem.
— A gente precisa conversar.
Meu estômago deu um nó. Essas quatro palavras nunca vinham acompanhadas de algo simples.
— Claro — disse, tentando manter a calma, mesmo que meu peito começasse a apertar.
Ela virou de frente para mim, o rosto sério.
— Como vai ser agora?
Franzi a testa, confuso.
— Como assim, "como vai ser"?
Ela passou a mão pelo cabelo, claramente nervosa.
— Como vai ser... o nosso relacionamento?
Por um segundo, só fiquei encarando ela. O jeito como mordia o lábio inferior, como seus olhos buscavam os meus esperando alguma resposta que pudesse acalmá-la.
E de repente, tudo pareceu tão claro.
A dúvida dela. O medo dela.
Era tão óbvio... Tão Pamela. Sempre tentando se proteger antes que pudesse se machucar.
Dei alguns passos até ela e peguei suas mãos nas minhas.
— Vai ser do jeito que deveria ter sido desde o começo — falei, olhando nos olhos dela. — Sem jogos, sem mentiras. Só eu e você.
Ela hesitou, olhando para baixo.
— E se você se arrepender? — murmurou.
Peguei seu queixo com delicadeza e levantei seu rosto para mim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A noiva substituta do Ceo