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A noiva substituta do Ceo romance Capítulo 75

Pamela

O caminho até o RH pareceu o mais longo da minha vida. Cada passo pelo corredor parecia ecoar junto com as palavras nojentas que eu tinha lido naquele fórum. Os olhares atravessados que eu recebia das pessoas só aumentavam o peso nos meus ombros. Eu queria gritar, queria arrancar o mal pela raiz, mas tudo que eu conseguia fazer era segurar firme o celular na mão, quase esmagando a tela.

Assim que entrei na sala do setor, três pessoas estavam lá. A gerente de RH, um analista e uma assistente. Todos me olharam ao mesmo tempo, e pela minha expressão, acho que já sabiam que vinha bomba.

— Pamela? — a gerente falou, se levantando. — O que houve?

Sem responder, só estendi o celular pra ela, mostrando a tela.

A mulher pegou, leu, e a expressão dela foi mudando de calma pra indignada em segundos. O analista veio espiar por cima do ombro dela, e a assistente também. Logo os três estavam trocando olhares, chocados.

— Meu Deus… — a gerente murmurou. — Isso é sério.

— Isso é crime de difamação — disse o analista, mais prático, já puxando o notebook. — Precisamos rastrear de onde veio esse post.

— Sim — a gerente concordou. — Pamela, você pode me mandar esse link?

Enviei na hora. Eu estava com o coração acelerado, mas de alguma forma aquilo me deu um pequeno alívio. Pelo menos eles estavam levando a sério.

— Olha — ela voltou a falar, me encarando com firmeza. — A gente vai investigar isso imediatamente. Mas, por enquanto, eu acho melhor você ir pra casa. Esse tipo de boato mexe com o emocional de qualquer um. Você não precisa ficar aqui exposta a olhares maldosos.

Eu queria protestar, dizer que eu era forte, que não me abalaria. Mas, no fundo, eu sabia que ela tinha razão. Aquele ambiente já estava me sufocando.

— Está bem… — respondi baixo.

Eles prometeram me dar notícias assim que descobrissem a origem do post. Saí dali mais leve, mas ainda com o estômago embrulhado. Peguei minhas coisas na sala, evitei ao máximo cruzar olhares com quem quer que fosse, e fui embora.

Chegar em casa foi como atravessar uma fronteira. Joguei a bolsa no sofá e fui direto pro banheiro. Liguei o chuveiro e deixei a água quente cair sobre mim, tentando lavar não só o corpo, mas todo o peso daquelas palavras que tinham me atingido como facadas.

Fechei os olhos e respirei fundo. Mas, mesmo debaixo d’água, eu ainda conseguia ouvir na minha cabeça as frases venenosas: “Ela só conseguiu o cargo porque é a favorita do chefe”, “é óbvio que está rolando algo”.

E o pior de tudo: ninguém sabia a verdade. Ninguém sabia que eu era a esposa dele, não a amante. Isso doía ainda mais.

Saí do banho, enxuguei o cabelo e vesti uma roupa confortável. Tudo que eu queria era me jogar na cama e esquecer do mundo. Mas, quando desci pra cozinha, encontrei uma surpresa.

— Pamela, querida! — a voz doce da dona Vitória ecoou pela sala.

Arregalei os olhos. — Dona Vitória? Que surpresa!

Ela estava impecável como sempre, um sorriso calmo, um perfume suave, e aquele jeito acolhedor que fazia qualquer ambiente parecer menos hostil.

— Vim visitar vocês. Mas pelo jeito cheguei antes do Caleb. — Ela sorriu e completou: — Tudo bem, podemos conversar só nós duas.

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