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A Promessa da Alfa Feminina romance Capítulo 753

Ponto de Vista da Hayley:

“Você é nojento!” disparei, a raiva escorrendo pelas palavras.

Truman ficou imóvel por alguns segundos antes de se virar lentamente para me encarar.

“Srta. Carson, acabei de salvar sua vida. Não acha que está sendo um pouco ingrata?”

“Eu não te pedi nada,” rebati com frieza, o rosto fechado.

A verdade era que eu tinha tudo sob controle. Teria resolvido a situação sozinha. Truman apareceu sem ser chamado, bancando o salvador. Se ele não tivesse surgido, Hera já teria resolvido aquilo do jeito dela.

Sem pensar muito, joguei o lenço que ainda estava em minha mão direto no peito dele. Meus olhos brilharam com intensidade quando soltei: “Fique com seu lenço sujo. E mantenha as mãos longe de mim... a menos que esteja com vontade de morrer.”

Ele soltou uma risada irritante. “Ora, ora, Srta. Carson... feroz esta noite, hein? Confesso que isso me atrai.”

Deu um passo à frente, com aquele olhar arrogante e atrevido de sempre.

Num movimento rápido, tirei o pé do agressor que ainda jazia no chão e mirei um chute direto na virilha do Truman.

Mas, antes que meu pé o acertasse, ele agarrou minha perna com as duas mãos.

“Haha,” ele riu, com uma sobrancelha erguida. “Se esse chute tivesse me acertado, Srta. Carson, você teria se arrependido por toda a vida.”

“Ah, é?” Estreitei os olhos, e usando o próprio apoio das mãos dele, me impulsionei no ar. Com a outra perna, desci um golpe afiado no ombro dele.

Eu não era qualquer Ômega. Eu era uma Alfa, treinada nas técnicas de combate da minha alcateia.

Truman cambaleou dois passos para trás, soltando minha perna. Sua expressão se contraiu de dor, a mão indo direto ao ombro atingido. “Você estava falando sério mesmo?” ele resmungou.

“O que acha?” Respondi friamente, baixando a perna. “Na próxima vez, mantenha suas mãos — e seus pensamentos — longe de mim. Ou não vai ter chance de se defender.”

Virei as costas e fui embora.

Mas algo não fazia sentido. Eu tinha acertado o golpe com força, mas Truman não reagiu com a intensidade esperada. Ele se segurou.

E Hera... ela permaneceu estranhamente calma. Normalmente, reagiria ao menor sinal de ameaça. Mas naquela hora, ela apenas observou em silêncio.

“Sabe de uma coisa?” falei, fingindo uma bronca com um toque de charme. “Se continuar chegando tão tarde, alguém pode acabar me roubando.”

Benjamin me encarou com aquele olhar carregado de carinho — uma ternura tão profunda que doía. Seus braços envolveram minha cintura com firmeza.

“E esse homem misterioso conseguiu te conquistar?” ele perguntou, a voz baixa, rouca.

“Claro que não,” respondi, orgulhosa, arqueando uma sobrancelha. “Mas quase garanti que ele nunca mais conquistaria mulher nenhuma.”

Caí na risada, livre e espontânea.

Benjamin tentou conter um sorriso, mas sua expressão carregava algo mais — uma sombra difícil de decifrar.

Notei a mudança de imediato. Me aproximei, examinando seu rosto. “Você não parece exatamente feliz por eu ter rejeitado outro cara.”

E, provocando: “Ou será que da próxima vez eu deveria dar mais abertura?”

“Você não ousaria,” ele rosnou — e então me puxou para um beijo profundo, intenso.

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