Ponto de Vista da Hayley:
Por algum motivo, o rosto de Truman passou pela minha mente por um breve momento.
Eu devia estar delirando. Sério.
Para afastar aquele pensamento absurdo, aprofundei o beijo em Benjamin, respondendo com ainda mais intensidade. Só nos separamos quando o fôlego acabou, como se cada segundo fosse precioso demais para desperdiçar.
Hera, é claro, estava empolgada — o desejo de se fundir a ele crescia com força, e precisei de algum esforço para acalmá-la.
Com as testas encostadas e os braços entrelaçados, nossos corações batiam no mesmo ritmo.
“Hm...” Henry passou por nós naquele momento, e não perdeu a chance de brincar: “Estou interrompendo algo? Posso voltar depois?”
Benjamin se afastou de mim com certa irritação visível. “O que foi?”
“Tem alguém querendo falar com a Hayley”, respondeu Henry.
“Quem?” perguntei, sem entender.
Era cedo demais para visitas. Quem estaria me procurando?
“O Humbert, do leilão de ontem. Disse que tem uma resposta pra você.”
“Uau, não perdeu tempo.” Levantei uma sobrancelha, surpresa.
“Pode ir”, disse Benjamin. “Te espero no restaurante.”
“Certo. Não demoro.”
Segui Henry até o saguão do hotel, onde encontrei Humbert à espera, visivelmente nervoso no sofá. Assim que me viu, se levantou imediatamente.
“Srta. Carson.”
“Sente-se, Sr. Byrd. Pode deixar a formalidade de lado. Não estou acostumada com isso,” falei, ocupando o assento à frente dele.
Henry entendeu o recado e se afastou discretamente.
“E então? Já tomou sua decisão?” perguntei, olhando para o contrato de transferência de ações sobre a mesa.
Humbert assentiu, os olhos firmes. “Faz dez anos que estou à frente da empresa. Assumi antes mesmo de terminar a faculdade. Dediquei minha juventude, minha paixão, tudo a isso. Essa joalheria virou parte de quem eu sou. Não posso vê-la ruir assim. Por favor, Srta. Carson... salve a Byrd Joias.”
A sinceridade dele me arrancou um sorriso. “Agora você acha que uma Ômega de baixo escalão como eu pode salvar uma joalheria centenária?”
“Eu acredito em você”, respondeu ele com convicção.
“Desde que te vi ontem, percebi a força e confiança que você emana. E a safira provou que seu instinto é certeiro. Como eu não confiaria em você?”
Dizendo isso, ele empurrou o contrato em minha direção.
Bastou um olhar para confirmar: ele estava transferindo todas as ações para mim.
Peguei os papéis, mas não assinei.
Eu não podia.
Minha situação era delicada. Havia clãs, alianças e perigos demais ao meu redor. Se alguém descobrisse que a Byrd Joias era minha, Freya com certeza usaria isso contra mim — e ainda teria apoio da matilha Winterbite.
“Tem algum problema, Srta. Carson?” perguntou Humbert, preocupado.
Assim que me sentei, ele me entregou o copo.
“Obrigada”, agradeci, tomando um gole.
“Deu tudo certo?” ele perguntou, casual.
“Foi ótimo.” Eu estava de ótimo humor. Então me lembrei do convite de Humbert e comentei: “Talvez eu precise viajar para a matilha Cyclone em alguns dias. Quer vir comigo?”
Benjamin pareceu hesitar. “Será que dá pra adiar? Estou atolado de trabalho agora.”
“Sem problema”, respondi leve. “Cuide dos seus assuntos, que eu cuido dos meus.”
Mesmo não querendo me afastar dele, eu sabia que espaço era importante. Ter nossas carreiras era fundamental para um relacionamento duradouro. Pequenas separações também fortalecem.
Além disso, não sou feita de porcelana. Não sou uma Ômega frágil.
Benjamin refletiu por um instante, então disse: “Pelo menos leve o Zayd e os outros com você.”
“Não precisa,” respondi, balançando a cabeça. “É uma viagem de trabalho, não um passeio.”
“Ainda assim, se houver qualquer problema, eles podem intervir primeiro”, disse ele, o olhar cheio de preocupação.
As palavras dele me soaram familiares, e não resisti à provocação: “Você quer que eles me protejam? Sinceramente, acho mais provável que eu tenha que proteger eles.”
Benjamin congelou por um instante e depois sorriu, derrotado. Mas insistiu: “Eu sei que você é incrivelmente forte, mas a matilha Cyclone é... imprevisível. Fico preocupado com você indo sozinha.”
Eu sabia que era pura preocupação. Então apenas sorri e deixei por isso mesmo.
Mas foi nesse momento que um pensamento surgiu — e imediatamente esfriou o calor no meu peito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Promessa da Alfa Feminina
Porque os capítulos do 220 em diante estão bloqueados?...
Olha o livro é bom, mas está se tornando chato, ela não fala verdade pra ele, que amor é esse? Esconde as coisas mais importantes da vida dela, acho que se o Benjamim largar dela, merece, porque amor de verdade, é baseado em confiança e sem segredos. Ele é alfa tbm, sabe se defender, então acho que nessa parte a autora está muito errada, pelo menos pra ele o noivo, ela devia ser honesta, se não melhor ela viver sozinha, porque isso que ela sente não é amor, porque ela não confia nele. Por isso o livro está se tornando chato demais, muitas mentiras em um relacionamento...
Cadê o restante dos capítulos??...