O celular sobre a mesa transmitiu a voz de Durval. Regina, enquanto arrumava as malas, sorriu de leve e respondeu: "Ele realmente é bem legal."
Ela fechou a mala, se levantou e disse: "Vou desligar, estou me preparando para mudar de casa."
"Mudança é coisa de homem, me chama de irmão e eu vou te buscar."
"Some daqui." Ela apertou o botão de desligar sem hesitar.
O resto das coisas já tinha sido levado para a Mansão Serena, sobrando apenas uma mala, que Regina pegou com facilidade antes de sair.
No andar de baixo.
Um grupo de pessoas desceu do carro.
Paloma, com uma expressão um pouco hesitante, disse: "A Regina não respondeu as mensagens. Que tal ligar pra ela antes de subirmos?"
Bárbara manteve o rosto fechado: "Pra quê tanta formalidade? Viemos pessoalmente, ela já está com bastante prestígio."
Nicolas, sempre bajulador, concordou: "Tirando o pai, ninguém nunca teve esse privilégio."
Bárbara tinha servido no exército e agora era chefe da cirurgia geral do hospital militar da região. Era a pessoa mais rígida daquela família, e os mais jovens a temiam bastante.
Raul só queria manter distância deles, enquanto Tina e Júlio demonstravam certo receio diante de Bárbara.
Os três ficaram alguns passos atrás, como se tivessem combinado.
Júlio achou o sol forte demais, sentiu-se inquieto e reclamou em voz baixa: "A tia tem razão, a Regina realmente tem moral."
Raul lançou um olhar frio: "Ninguém te obrigou a vir."
Júlio resmungou baixinho: "Quando o assunto é a Regina, você sempre fica assim, mal consigo te reconhecer."
Desde a última viagem a trabalho de duas semanas, seu irmão, antes tão gentil e educado, parecia ter desaparecido.
Quando o grupo estava prestes a entrar, viram Regina saindo com a mala na mão.
Nicolas comentou de imediato: "Tá vendo? Nem precisamos subir, ela já está pronta pra voltar pra Família Lima."

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