Parece que... na verdade, não.
Quando sua mente se clareou, Júlio ficou um pouco arrependido das palavras que dissera a Regina momentos antes.
Afinal, ela não sabia o que seus pais tinham feito.
E aquela boca dele...
Não podia mais agir por impulso no futuro.
—
Ao chegar perto do carro de Regina, Maísa soltou imediatamente sua mão, o rosto completamente vermelho. "Eu... eu vi que eles não te deixavam ir embora, então..."
Naquele momento, ela ficou irritada com as palavras de Júlio e não conseguiu evitar de sair correndo.
"Bem, eu ainda tenho aula à noite." Ela foi se afastando enquanto falava, e saiu correndo. "Regina, eu vou indo!"
Regina olhou para as costas da garota que se afastava, as sobrancelhas relaxando um pouco. Então era ela quem estava escondida naqueles dias.
Raul colocou a mala no porta-malas e passou a mão na cabeça dela. "Preocupada?"
"Eu levo ela de volta para a escola pra você, irmã."
Raul se lembrava de Maísa, filha de Ruben, aquela garota que arriscou a própria vida para proteger a irmã.
Ela era sua benfeitora.
"Obrigada."
"Que isso, com irmão não precisa agradecer. Se cuida no caminho, vou te visitar outro dia."
Durante o mês em que Regina ficou na casa da Família Lima, ela pediu à empregada que não limpasse o quarto dela, pois ela mesma cuidaria disso.
Raul se lembrou, sabendo que numa mudança havia muitas coisas para arrumar, por isso preferiu não incomodá-la.
No carro.
Maísa estava tão tensa quanto se estivesse diante do diretor da escola, até a respiração era contida.
Raul, ao ver aquilo, sorriu de leve, sem jeito. Tão tímida, mas teve coragem para bater de frente com a família dele.
"Não precisa ficar tão nervosa."
Maísa respondeu com a cabeça baixa, tentando conter o nervosismo, e ficou olhando distraída pela janela.
Finalmente podia ajudá-la.
Que felicidade!
Do outro lado da rua, Júlio estava tentando chamar um táxi para voltar à escola para a aula da noite.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Rainha do Poder