"Não foi dito que minha identidade não poderia ser revelada?" Regina franziu as sobrancelhas. "Vocês ofenderam o Diretor Nobre?"
O rosto dos dois mudou ligeiramente. Como ela sabia disso?
Ao ver a expressão deles, Regina entendeu em linhas gerais: o motivo do Grupo Goularte querer se associar à EstrelaLand provavelmente tinha a ver com ela.
Katrina largou o garfo pesadamente, o rosto belo e radiante agora carregava uma expressão séria, sem esconder o tom de desdém no olhar. "Minha Regina é apenas uma acionista responsável por investir dinheiro. Vocês nem têm coragem de reconhecer a identidade dela, por que procuram ela para tratar de parceria?"
"Fora daqui. Não atrapalhem nosso jantar."
O Diretor Veiga ficou imediatamente com o rosto fechado. "Senhorita, estamos conversando com uma acionista da empresa, isso não lhe diz respeito!"
Pá!
Regina bateu levemente na mesa. O som não foi alto, mas suficiente para intimidar. "Senhores diretores, respeitem minha amiga."
"Se querem que eu trate da parceria, tudo bem. Que Durval venha falar comigo. Ainda não chegou a vez de vocês me darem ordens!"
Sua voz saiu baixa, repleta de autoridade e uma força indiscutível.
O Diretor Ximenes sentiu o coração apertar e imediatamente cutucou o braço do Diretor Veiga. "Desculpe, Presidente Lima, fomos apressados demais, peço desculpas."
Regina era a maior acionista da EstrelaLand, com mais poder do que eles. Só porque ela era jovem, eles a tratavam instintivamente como uma novata, com um tom quase imperceptível de desdém.
Para Regina, o importante era ganhar dinheiro, não se importava com a opinião alheia. Mas desrespeitar seus amigos ultrapassava seu limite.
O Diretor Veiga logo percebeu a gravidade da situação e se desculpou com Katrina: "Desculpe, senhorita—"
"Ela se chama Lacerda."
Um lampejo de ressentimento passou em seus olhos, mas ele se curvou, contrariado: "Perdão, Srta. Lacerda, falei sem pensar."

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