Raul: …
"Posso perguntar quem é o advogado que você contratou?"
"Hilton."
Os quatro ficaram com expressões de choque.
Bruno suspirou de alívio. "Se é ele, então está tudo certo."
Paloma, com o olhar complicado, pensou um pouco e acabou perguntando: "Regina, como você conseguiu contratar o Hilton? Ouvi dizer que ele conhece os três que o Xavier contratou, vai ajudá-los no processo."
Ela respondeu: "Foi o Sr. Goularte que recomendou."
Paloma murmurou baixinho: "Por que você não falou com a família, foi pedir ajuda para outra pessoa? Nós é que somos sua família."
Raul mudou de expressão, estava prestes a falar, mas Regina o interrompeu: "Então, quer que eu recuse o Hilton e vocês procuram outro advogado?"
"…"
Paloma apertou os lábios, olhando para Regina com ainda mais tristeza nos olhos.
Ela estava tentando fazer o bem, mas nunca era compreendida.
Ainda bem que ao seu lado estava Tina, sempre tão atenciosa e compreensiva.
Ao perceber seus próprios pensamentos, Paloma cerrou o punho repentinamente, as unhas cravando na palma da mão, e finalmente voltou a si.
Se Regina tivesse crescido com ela, certamente seria tão doce quanto Tina. Foram aqueles pais do interior que a criaram com esse jeito frio e distante.
Tudo culpa dela, por não ter cuidado da filha naquela época.
Depois de anos de casamento, Bruno conseguia perceber o que a esposa pensava. Suspirou suavemente, aproximou-se, passou o braço pelos ombros dela e a consolou em voz baixa.
Regina observou os dois por alguns instantes e saiu rapidamente, sem olhar para trás.
O olhar de Raul pousou sobre Tina Lima. "Tina, você não teve culpa da troca, Regina menos ainda. Perdemos vinte anos da vida dela, precisamos compensá-la, e talvez por isso acabemos te deixando de lado."
Sua voz era suave, mas havia uma firmeza incontestável.

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