"Está bem!"
Rolando imediatamente abriu a mochila, conferindo enquanto recitava: "Carteira de identidade, cartão de inscrição, caneta para preencher…"
Bárbara e Dinis saíram de casa nesse momento, escutando Rolando, surpreendentemente obediente.
"Irmã, está tudo aqui."
Vendo que hoje ele ia para a "batalha", Regina abriu a porta do carro com carinho: "Entra logo!"
"Regina."
Uma voz masculina, suave, um pouco doce.
Regina olhou.
Não conhecia.
Ela acenou levemente com a cabeça e desviou o olhar.
Bárbara já estava acostumada com a frieza da sobrinha e tomou a iniciativa de falar: "A receita que você passou foi muito útil, a dor na perna do seu avô diminuiu bastante."
"Ele não é meu avô." Regina respondeu com voz serena, acrescentando: "A dosagem de cada ciclo é diferente. Se ficar dois meses sem progresso, precisa de uma nova receita."
O que ela disse era igual ao que o médico responsável falara, então Bárbara não duvidou. "Você pode ajudar a tratar a perna do seu avô?"
Regina permaneceu em silêncio.
Bárbara suspirou levemente: "Pode ajudar o senhor a tratar a perna?"
Ela respondeu: "Vou trocar a receita, será o mesmo preço da última vez."
O canto da boca de Bárbara tremeu de leve, felizmente, ela já estava preparada e não ficou tão irritada quanto da última vez.
"Regina cobra até para tratar o próprio avô! Você não é a maior acionista da EstrelaLand? Como pode estar precisando tanto de dinheiro?"
Bárbara ficou em silêncio por apenas um segundo, e Dinis respondeu por ela.
Ela franziu o cenho, insatisfeita, olhando para ele.
Rolando reclamou: "Quem acha que dinheiro demais é ruim? Se você é tão generosa, por que não paga para o meu avô?"
"Minha mãe sempre foi boa com você, acho que um gesto desses é o mínimo. O Dr. Costa ficaria emocionado ao saber da sua dedicação filial."
Mesmo sabendo que Rolando estava provocando, Dinis ficou tocado: "Tia sempre foi muito boa comigo. O avô do Rolando é meu avô também, vou pagar pela próxima receita."
Vendo a dedicação dele, Bárbara sorriu e o clima melhorou instantaneamente: "Só de você ter essa intenção já me deixa feliz, tia não vai deixar você pagar."
"Tia, se eu disse que vou pagar, vou pagar."
Dinis mostrou uma expressão inocente: "Regina, quanto custa a receita?"
Regina sorriu de leve: "Não é caro, só um milhão mesmo."
O sorriso de Dinis congelou.

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