Bruno segurava a caneta, com os pensamentos um tanto confusos.
O que Raul teria ido fazer no lugar onde Regina cresceu?
Depois de refletir um pouco, ele pegou o celular e enviou uma mensagem.
"Regina, você já foi dormir?"
Uns dez minutos depois, Regina saiu do banheiro, tendo acabado de secar o cabelo. Pegou o celular e respondeu: "Ainda não, aconteceu alguma coisa?"
Assim que recebeu a resposta, Bruno replicou imediatamente: "Seu irmão entrou em contato com você recentemente?"
"Não."
"Se ele entrar, pode avisar seu pai?"
"Tudo bem."
Bruno sempre fora criado com rigor para ser o herdeiro do Grupo Lima. Normalmente, eram os outros que enviavam longas mensagens, enquanto ele só procurava possíveis problemas ou respondia com um simples ‘certo’ ou algo do tipo.
Naquele momento, ele compreendeu na pele o desamparo que seus funcionários deviam sentir ao receber uma mensagem dele.
Como será que aqueles funcionários respondiam normalmente?
Bruno entrou na conversa com um dos gerentes, encontrou um sticker bonitinho de alguém acenando, salvou a imagem e enviou para a filha.
Regina viu a mensagem, ficou alguns segundos em silêncio, sem saber como responder.
Após pensar um pouco, pressionou o sticker e encontrou um similar para mandar de volta.
Poucos segundos depois, outro sticker fofo de um gatinho apareceu na tela.
Regina: …
Ela preferiu o silêncio.
Bum—
Um trovão soou do lado de fora da janela.
Regina largou o celular e foi fechar a janela.
Ding~
O som da campainha se misturou ao trovão.
Aquela noite prometia ser tudo, menos tranquila.
Regina caminhou devagar até a sala, ligou o monitor e viu que era Tina, seu olhar se estreitou discretamente.
Ao abrir a porta, deparou-se com um par de olhos vermelhos de tanto chorar.

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