O olhar do Diretor Pontes brilhou, uma ideia improvável passou rapidamente por sua mente.
"Claro que pode!"
Ele se levantou de imediato, abriu a porta e, virando o corpo, fez um gesto de 'por favor', sem conseguir disfarçar o sorriso no rosto.
Ivan ficou parado ao lado, completamente surpreso com a cena.
O Diretor Pontes o chamou para ajudar.
Os dois trabalharam um tempo, saíram cobertos de poeira, carregando objetos, e os colocaram diante de Regina.
Ela se espantou: "Tudo isso?"
"As vítimas foram muitas." O Diretor Pontes explicou, logo em seguida buscando as informações de identidade dos envolvidos no caso.
Havia uma equipe por trás, mas só sete ou oito tinham sido expostos.
Enquanto Regina analisava os registros, o Diretor Pontes trocou um olhar com Ivan e ambos saíram discretamente.
O Diretor Pontes orientou: "O caso do João já chegou ao fim, não perca mais tempo com isso. Leve Regina para casa, assim você já pode encerrar seu expediente."
Ivan ficou parado, imóvel. "Eu não concordo, eu vou encontrar todos eles!"
"Você não vai achá-los."
"Por quê?"
Era um assunto confidencial, não deveria ser revelado de forma alguma, mas diante da situação especial, se não dissesse, Ivan certamente continuaria vigiando Regina.
O Diretor Pontes falou em tom calmo: "Todos morreram, não sobrou nenhum."
—
O carro seguia pelas ruas iluminadas de neon.
No semáforo, Ivan lembrava da conversa recente.
O diretor dissera que todos atrás de João estavam mortos, recusando-se a revelar qualquer detalhe extra.
Teriam sido eliminados por ela também?
Que tipo de pessoa ela era, afinal?
Ao chegarem ao destino, Ivan fez questão de acompanhá-la até a porta.
Assim que saíram do elevador, ambos sentiram um forte cheiro de tinta fresca.
Ao se aproximarem, os olhos de Ivan se arregalaram.
As portas estavam cobertas de tinta vermelha, com frases em preto escritas: "Estelionatária tem que morrer" e "Assassina paga com a vida".

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Rainha do Poder