Os outros diretores já haviam tentado mais de uma vez entrar em contato com esse misterioso acionista para comprar, a preço alto, uma pequena parte das ações. Mas, além de Durval, ninguém sabia quem ela era.
...
Grupo EstrelaLand.
Regina entrou no prédio, e a recepcionista logo a reconheceu, impedindo sua passagem. "Srta. Lima, posso saber o motivo da sua visita à nossa empresa?"
O escândalo de fraude e assassinato envolvendo Regina tinha se espalhado por toda a cidade, e a recepcionista não demonstrava simpatia alguma por ela.
Regina não respondeu. Apenas colocou o certificado de diretoria ativa sobre o balcão, diante da moça.
A recepcionista torceu a boca, pegou o documento para ver, e de repente arregalou os olhos.
"Posso entrar agora?"
A voz feminina a trouxe de volta à realidade.
Com as mãos trêmulas, a recepcionista devolveu o certificado, balbuciando: "Po-po-pode, sim."
Regina pegou o documento e entrou.
A recepcionista ficou olhando para suas costas, sem conseguir se recuperar do choque.
Xavier entrou no Grupo EstrelaLand justamente no momento em que Regina entrava no elevador.
"O que ela está fazendo aqui?"
No mesmo instante, ele compreendeu tudo.
O avô estava certo: a pressão do Grupo EstrelaLand para que eles saíssem do projeto de robôs médicos estava relacionada a Regina!
Com o rosto tenso, Xavier sacudiu a manga do paletó e bateu na mesa. "Olá, tenho um horário marcado com o nosso Presidente Macedo."
"Ah, sim, o Presidente Macedo está em uma reunião, deve terminar em breve. Por favor, aguarde um momento na sala de espera."
A recepcionista, ainda meio atordoada, discou um número.
O assistente de Durval desceu para guiá-lo.
Sala de reuniões.
"Ela chegou."
Durval levantou-se e saiu, enquanto os outros diretores engoliam em seco, todos olhando fixamente para a porta.
Com o som das portas de vidro se abrindo, uma silhueta apareceu.

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