Sua mãozinha começou a se mover inquieta, pousando na cintura firme dele e explorando-a.
Henrique era um homem normal. Seu corpo enrijeceu instantaneamente. Com uma voz fria, ele disse:
— Adélia, onde você está pondo a mão?
Os olhos aquosos de Adélia já estavam turvos, revelando uma doçura sensual e ingênua.
— Achei. Um abdômen de tanquinho.
Henrique: "..."
Adélia ergueu a cabeça em seus braços e olhou para seu rosto impecável.
— O rosto também é lindo.
Henrique estendeu a mão e a empurrou contra a parede fria. Ele engoliu em seco, sua voz um pouco rouca ao adverti-la:
— Fique quieta!
— Uau, que força. Eu gosto.
Henrique pegou o chuveiro de mão e o apontou para o rosto corado dela, tentando fazê-la acordar.
— Ah!
Adélia, desconfortável, bateu na mão dele para afastá-la.
— Henrique, se fosse a Jessica que estivesse drogada, você a ajudaria, não é?
Henrique hesitou.
— O quê?
Os cílios longos de Adélia estavam cobertos de gotículas de água, tremendo de forma teimosa e solitária.
— Como sou eu, você me manda tomar um banho frio. Nenhum de vocês gosta de mim!
Henrique notou que os olhos dela estavam muito vermelhos, como se tivesse chorado naquele dia.
Nesse momento, Adélia se jogou sobre ele e mordeu seu pomo de adão.
Henrique não esperava por aquilo. O pomo de adão é uma das partes mais vulneráveis e sensíveis de um homem. Quando ela se jogou e o mordeu com seus pequenos dentes afiados, o canto de seus olhos ficou vermelho de sangue, e uma dormência percorreu sua espinha.
Essa mulher maldita!
Henrique passou o braço ao redor de sua cintura. Era tão macia, como um galho de salgueiro flexível que ele poderia quebrar com um simples aperto.
E fina. Uma cintura minúscula que ele poderia medir com o polegar e o indicador.

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