Gabriel lançou um olhar discreto para a expressão de Sandro. Pensou consigo mesmo: "Por quem será que você está tão irritado?"
Fabiano também observou Sandro pelo retrovisor.
— Acelera um pouco. — Insistiu Sandro, sem paciência.
— Estamos na área central, não tenho asas. — Resmungou Fabiano, já irritado. Estava dirigindo a uns 70 ou 80 km/h, o que mais esse homem queria?
Depois de um longo percurso, finalmente chegaram ao Hotel Hilton.
Assim que o carro parou, Sandro saiu em disparada e entrou no hotel a passos decididos. Sua postura tensa e o maxilar cerrado indicavam que o encontro com Danilo não seria nada amigável.
Gabriel o seguiu apressadamente, tentando alcançá-lo.
— Sandro, você ainda está machucado, não aja por impulso quando encontrar ele. — Ele advertiu, segurando levemente o braço do amigo.
— Ele cobiça e ama secretamente a minha mulher, tenta me derrubar e ainda quer conquistar ela com meios sujos. — Cuspiu Sandro entredentes. — Como posso engolir essa afronta? Se eu deixasse ele escapar, eu não seria o Sandro.
Ele se dirigia determinado ao elevador. Assim que as portas se abriram, ele entrou como um predador prestes a atacar.
— Qual é o número do quarto? — Ele perguntou com a voz sombria.
— Quarto 609. — Respondeu Gabriel, engolindo em seco.
Dentro do elevador, o tempo parecia se arrastar. Primeiro andar, segundo andar... Sandro tamborilava os dedos na parede metálica, seus olhos não desgrudando dos números luminosos que indicavam os andares. Para ele, cada segundo era uma tortura.
Finalmente, um "ding" anunciou o sexto andar, e as portas se abriram. Sandro saiu em disparada, quase atropelando Luan, que estava parado no corredor.
Assim que eles passaram, Luan entrou no elevador e apertou o botão do térreo. Ao chegar lá, sacou o celular e ligou para Jorge.
A ligação foi atendida após alguns toques. Jorge ainda estava na sua aula de equitação com Isabela.
— Sr. Jorge, o serviço foi concluído. — Informou Luan, mantendo a voz baixa.
— Eu sei. — Murmurou Jorge do outro lado da linha.
— E quanto à família Gomes...
— Proceda conforme o planejado. — A voz de Jorge soou tranquila, como se estivesse comentando sobre o clima. Com essa simples frase, ele selava o destino de uma empresa inteira.
Luan respirou fundo, sentindo o peso daquela ordem.
— Sim, senhor.
"De todas as pessoas, por que foram se meter com Jorge? Não estavam cavando a própria cova?", pensou Luan.
Enquanto isso, no sexto andar.


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