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A Segunda Chance com o Amor romance Capítulo 147

Danilo tentou se erguer da cama, suas pernas pesadas como chumbo enquanto lutava para escapar daquele quarto.

Percebendo seu esforço inútil, a mulher lançou um olhar carregado de desprezo a ele.

— O remédio que coloquei na sua bebida derrubaria um boi adulto. Não adianta tentar fugir.

Danilo engoliu em seco, enquanto o medo se espalhava por suas veias.

— Quem é você? — Ele gaguejou, os olhos arregalados de pavor. — Por que está armando para mim?

— Sou apenas alguém que recebe para fazer um serviço. — Murmurou ela.

Seus dedos inquietos deslizaram pelo colarinho da camisa de Danilo, explorando a pele quente do peito masculino com movimentos calculados. Um suspiro de admiração escapou de seus lábios.

— É a primeira vez que faço algo assim... — Ela confessou. — Um trabalho que me dá prazer e ainda me paga bem.

— Você não se atreva! — Vociferou Danilo, as veias do pescoço saltando com o esforço.

A mulher jogou a cabeça para trás e riu.

— Meu querido, você está completamente na palma da minha mão. — Sussurrou ela. — O que eu não ousaria fazer com você agora?

Enquanto falava, seus dedos ágeis trabalhavam na fivela do cinto dele, o metal tilintando no silêncio opressivo do quarto. Em seguida, começou a lhe despir as calças com movimentos lentos.

— Não precisa se comportar como um santinho. Olhe para si mesmo, já está todo empinado! — Provocou ela, notando sua expressão contorcida. Um sorriso malicioso brincou em seus lábios enquanto roçava os dedos na área mais sensível dele. — Aposto que, no fundo, está louco para aliviar essa tensão, não é?

O toque dela enviou ondas de eletricidade pelo corpo paralisado de Danilo. Para seu horror e vergonha, ele não conseguia controlar as próprias reações físicas. Seu corpo tremia, não de repulsa, mas de um desejo involuntário que o fazia se odiar profundamente.

Do outro lado da porta, Luan encostou na parede com expressão entediada e ordenou:

— Anda logo com isso.

Danilo virou a cabeça bruscamente na direção da porta, os olhos injetados de ódio e desespero.

— Quem está aí? — Ele gritou. — Quem é você?

— Meu patrocinador. — A mulher respondeu com um sorriso.

Ela era, originalmente, uma garota de programa. Aquele homem misterioso havia surgido do nada em seu ponto habitual, lhe oferecendo uma proposta inusitada.

A princípio, hesitou diante do pedido estranho, mas quando o tal patrão mencionou um milhão pelo serviço, ela aceitou.

Nem em doze meses de trabalho árduo, ela ganhou um milhão.

Dormir uma única noite com alguém e garantir um futuro confortável? Era um negócio bom demais para qualquer um recusar, por mais escrupuloso que fosse.

Seus olhos percorreram o corpo de Danilo com interesse renovado. O rosto dele era bonito, feições bem desenhadas e pele macia. Um contraste gritante com os clientes habituais de meia-idade, gordos e oleosos.

Pelas roupas finas e o relógio caro no pulso, ele claramente pertencia à elite. Alguém importante, sem dúvida.

Dormir com um cara desses, mesmo sem pagamento já seria um presente dos deuses.

— Quem é o seu patrão? Por que ele está me prejudicando? Por quê? — Danilo berrou, a voz rouca de desespero. — Tenha coragem de aparecer! Diga quem você é! O que eu fiz para você me querer tanto mal?

Do lado de fora, Luan fez beicinho, desconfortável com os gritos. Francamente, ele não fazia a menor ideia do que aquele sujeito tinha feito para despertar a fúria implacável do seu chefe. Ele estava apenas cumprindo ordens.

— Certo. — Fabiano acenou prontamente, já sacando o celular do bolso.

Ele discou para um de seus contatos. Afinal, homens como eles operavam num universo paralelo onde o dinheiro abria todas as portas. Todos pertenciam ao mesmo círculo privilegiado, uma elite com recursos e conexões suficientes para que uma investigação extraoficial fosse apenas uma questão de alguns telefonemas e favores cobrados.

De repente, a porta se abriu. Gabriel entrou apressadamente e anunciou:

— Sandro, descobri onde Danilo está.

Fabiano, que ainda conversava ao telefone, se virou bruscamente.

— Encontrou?

Gabriel acenou com um movimento seco de cabeça.

— Vamos. — Sandro disse simplesmente, já caminhando em direção à porta.

Com uma lesão que incomodava seu braço, Sandro teve a ajuda de Gabriel, que pegou o carro executivo e abriu a porta para ele. Fabiano ficou encarregado de dirigir.

— Hotel Hilton. — Informou Gabriel.

— O que diabos ele estaria fazendo no Hotel Hilton? — Fabiano murmurou, franzindo o cenho enquanto manobrava o veículo para a saída.

Gabriel encolheu os ombros largos.

— Sei lá o que aquele imbecil foi fazer no hotel. Mas, segundo minha fonte, ele entrou no Hilton e não saiu por nenhuma das saídas monitoradas até agora.

— Aposto que está aprontando alguma. — Sandro murmurou, com um sorriso torto.

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