Entrar Via

A Segunda Chance com o Amor romance Capítulo 67

As palavras de Isabela deixaram Sandro com uma expressão sombria e abalada. Ele a encarou, questionando com a voz baixa e contida:

— Isabela, é assim que você me vê?

Isabela não quis prolongar a discussão. Empurrou a porta e entrou no quarto, a fechando atrás de si. A firmeza e a calma que demonstrou diante de Sandro eram apenas uma fachada. Agora, sozinha, ninguém podia ver sua fragilidade interior. As lágrimas, no entanto, a traíram, escorrendo silenciosamente pelo rosto dela. Ela fechou os olhos, sentindo as gotas quentes deslizarem por suas bochechas. Era como se seu amor e seu casamento tivessem morrido naquele momento, sem chance de ressurreição.

Do lado de fora, Sandro permaneceu imóvel, encarando a porta fechada como se pudesse ver através dela e avistar as costas de Isabela. Ele murmurou com uma voz grave e cheia de convicção:

— Você vai voltar para mim.

Ele conhecia os pontos fracos de Isabela e, mesmo naquele momento, ainda acreditava que havia uma chance de reconciliação.

...

Na manhã seguinte, pouco depois das seis, Jorge enviou uma mensagem para Isabela: [Às 7h, retornamos.]

Isabela havia passado a noite em claro, só conseguindo dormir nas primeiras horas da madrugada. O celular estava no modo silencioso, então ela não viu a mensagem. Às sete em ponto, como Isabela não apareceu, Jorge decidiu bater à porta dela.

O som das batidas a acordou abruptamente. Ela se levantou às pressas e abriu a porta, esfregando os olhos sonolentos.

— Bom dia, Dr. Jorge — Disse, com a voz rouca de sono.

Jorge franziu a testa, pergutnou com o tom de voz calmo, mas com um leve traço de irritação:

— Você não viu minha mensagem?

— Ah? — Isabela piscou, confusa, e então se lembrou. — Me deixe ver.

Ela pegou o celular rapidamente e viu a mensagem não lida. Se sentindo constrangida, passou a mão pelos cabelos e murmurou:

— Desculpe, eu deixei o celular no silencioso ontem à noite...

Jorge apertou os lábios, fixou o olhar no rosto dela por alguns segundos antes de falar, com frieza:

— Você tem dez minutos. Estarei no carro.

Sem esperar uma resposta, ele se virou e saiu.

Isabela não perdeu tempo. Rapidamente, começou a se arrumar. Ela não havia tirado a roupa na noite anterior, e agora estava toda amassada, mas não tinha nenhuma outra peça para trocar. Resolveu usar a mesma roupa. Pegou as roupas sujas de café, as guardou em uma sacola e fez uma higiene rápida, passando um lenço no rosto. Ao se olhar no espelho, percebeu que seus olhos estavam inchados e vermelhos. Não era de se estranhar que Jorge tivesse olhado para ela daquela forma.

Ela suspirou, se sentindo frustrada consigo mesma. Parecia que, diante de Jorge, ela sempre acabava passando vergonha. Portanto, depois de tantas situações embaraçosas, ela já estava começando a se acostumar.

Com a sacola de roupas na mão, seu olhar caiu sobre o buquê de flores no vaso. Ela pegou as flores e as segurou firmemente. Então, saiu do quarto, descendo para fazer o check-out.

— Para você.

Jorge hesitou, franziu a testa e respondeu com frieza:

— Está maluca?

Sem esperar uma resposta, ele seguiu em direção ao escritório.

Isabela correu atrás dele, confusa.

— Você não gosta?

De repente, Jorge parou, e Isabela, sem perceber, esbarrou nele. Ela segurou a testa, se desculpando rapidamente.

— Ah, desculpe. — Esfregou a testa. — Eu vi que você estava olhando para as flores e pensei que gostasse delas.

Jorge não respondeu, apenas olhou para ela com um olhar impassível antes de continuar caminhando em direção ao escritório.

Isabela ficou parada, observando a figura distante, enquanto uma onda de sentimentos complexos tomava conta dela.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Chance com o Amor