Rhys suspirou. Não, eles não podiam. Mas o que ele faria?
— Eu vou ter que ficar aqui. — Lucretia disse, como se ela mesma tivesse ouvido a conversa deles. Rhys olhou para a companheira, franzindo a testa. — Não adianta me olhar assim, Rhys. Sabe que o trato foi uma semana aqui e uma no ShadowBlood.
É, ele lembrava. Infelizmente, ele lembrava disso e não gostava. Se antes já era ruim, agora, pior ainda.
— Você é a minha Luna! — ele rosnou, baixo, mas deixando claro a insatisfação.
— E serei a líder daqui. Lembra disso? — Lucretia perguntou e Rhys inspirou com impaciência. — Rhys, por favor.
— Eu sei. — Ele soltou após alguns momentos. — É só que… Droga, Lucretia!
Martin observava a interação dos dois e não pôde deixar de sorrir de leve. Era tão evidente o quanto Lucretia e Rhys estavam apaixonados! Ele antes tinha as dúvidas dele, no entanto, quanto mais interagia com eles, podia ver que o laço entre os dois existia. E não era algo que apenas Rhys sentia. Conhecendo o amigo, é claro que ele havia notado os sentimentos desse. E agora, ele podia afirmar e concordar com Haylie: Lucretia sentia o mesmo.
Martin sabia da maldição que foi jogada no Alfa, por isso, ele se perguntava se eles eram de fato predestinados. Era o que parecia. Martin duvidava que Rhys pudesse gostar mais de alguém do que já gostava de Lucretia. A forma protetiva, obsessiva… ele mesmo tendo sido agraciado pela Deusa e encontrado a fêmea dele, sabia como era a sensação. E ele via a si mesmo nas ações de Rhys.
— Eu vou ficar. E Jeanne não pode dizer nada. Eu tenho o direito. — Lucretia sorriu. — Se ela pensa que vai mentir e nos despachar com essa balela de não estar se sentindo bem, está muito enganada.
Rhys notou como o olhar de Lucretia estava diferente de quando a conheceu. Agora, era mais confiante.
[“Mas ela sempre teve o fogo.”] Embry falou, cheio de orgulho. [“Lucretia nunca foi fraca. Ela só não tinha encontrado a força dela. E agora, ela tem a nós.”]

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