— Claro que não, querida! — Jeane respondeu, virando-se para entrar na casa. Lucretia sabia que a madrasta não queria que vissem a expressão irritada no rosto dela, mas viram.
Um sorrisinho se formou nos lábios da ruiva, que olhou para Rhys e caminhou até ele, dando-lhe o braço.
— Vamos, querido? — Lucretia perguntou em um tom mais do que amável. O marido riu de leve e fez sinal para que Martin os seguisse.
— Eu vou para o quarto. Fiquem à vontade. — Jeane já estava à caminho da escada. Ela parou uma ômega e a instruiu a servir os convidados.
Lucretia sentou-se no sofá — ela não iria com Rhys para o antigo quarto dela, pois Martin estava ali — e a ômega se aproximou.
— Senhorita, que prazer recebê-la! — ela disse e olhou de relance para Rhys. — E aí Alfa também. E o Beta!
Ela parecia querer falar mais, porém, ficou calada.
— Haylie estava bem, Prudence. — Lucretia sabia como a moça era também próxima a agora esposa do Beta.
Os olhos da ômega brilharam. Ela estava genuinamente feliz.
— E… como posso servi-los? Água, suco…? Algo mais forte?
— Suco está ótimo. E biscoitos, se tiver. — Lucretia falou e a moça logo saiu dali, após os outros dois confirmarem querer o mesmo.
Martin olhou em volta e limpou a garganta.
— Alfa, eu acho que algo errado está acontecendo. Sinto a presença do Alfa Bellanti nas proximidades. Mas… muito fraco.
Rhys concordou. Jeanne disse que o marido não estava ali, porém, se ele realmente estivesse na borda, ela seria distante. Já que as mais próximas faziam fronteira com o ShadowBlood. Não seria possível sentí-lo. Rhys inspirou profundamente e estreitou os olhos, olhando para cima.
Lucretia sentia-se realmente inútil sem o lobo dela, pois não podia sentir esse tipo de coisa.
— Acha que ele está em casa? — ela cochichou.
— Talvez. Mas se está, por que se recusaria a descer? — Rhys perguntou, ainda olhando para o teto.
— Sente o outro cheiro? — Martin perguntou.
— Wolfsbane. — Rhys falou. — Senti na nossa cerimônia. Mas como alguns lobos usam para tratamentos, pensei que talvez fosse o caso. Não era nenhum quantidade alarmante. Assim como não é, aqui.
O olhar de Lucretia moveu-se para Rhys e ele inflou o peito, claramente satisfeito com o que tinha ouvido.
— Claro, senhora. Luna! — Prudence falou. — Com licença!
E ela saiu rápido dali. Assim que ela se foi, os outros pararam de sorrir.
— Ele está lá em cima. — Martin comentou baixinho.
[“Eu acho que não é escolha dele.”] Martin falou para Rhys por mind-link.
[“Como assim, Martin?”]
[“O cheiro de wolfsbane e o fato de que a Luna Jeanne parece estar escondendo algo. Você mencionou que o velho nem mesmo atende telefone, mais.”]
A forma como Martin falou foi desrespeitosa, porém, Rhys não o repreendeu nem o corrigiu.
[“Se esse é o caso, o que faremos? Não podemos ficar aqui para sempre.”]

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