— O meu pai pediu que fôssemos até ele? — ela perguntou, cruzando os braços na frente do peito e encarando o ômega.
— S-sim, senhorita Bellanti.
Lucretia estalou a língua e olhou para os próprios pés por um segundo, antes de levantar o rosto e olhar seriamente para o ômega.
— Entendo. Eu vou com você. Ah, e uma coisa: eu não sou “senhorita Bellanti”. Eu sou “Senhora Jarsdel”. Ou, se preferir, Herdeira Alfa.
O ômega concordou com a cabeça, abaixando-a, enquanto mantinha as mãos unidas em frente ao corpo. Lucretia fez sinal para que ele andasse e ela o seguiu para fora do quarto.
“Ele está mentindo. Não é o meu pai. Eu duvido,” ela falou para si mesma. Lucretia havia percebido como aquela pessoa remexia os dedos, nervosamente, além das gotas de suor brotando no supercílio, mesmo quando a packhouse era climatizada, então a temperatura ali dentro estava mais do que agradável. Era evidente que ele estava mentindo.
Infelizmente, sem o poder do comando como Alfa, sem a loba, Lucretia não podia extrair nada daquele ômega. Portanto, só restava a ela segui-lo e esperar para saber o que aconteceria.
Mesmo sabendo que Rhys não receberia a mensagem, ela a enviou para ele. E ele não foi o único a receber. Lucretia não podia apostar todas as fichas em uma só cesta.
Ao andar pelo corredor até as escadas, Lucretia sentiu que algo estava muito errado. Ela não tinha como farejar, no entanto, um cheiro diferente a fez franzir a testa. O que podia ser aquilo? Ervas?
— Que cheiro esquisito é esse? — ela perguntou ao ômega.
— C-cheiro? — ele perguntou e Lucretia levantou uma das sobrancelhas. Ela parou de andar.
— Vai mentir e dizer que não está sentindo nada?
O ômega se virou, olhando para o chão.
— Aaaah! Bem, é que… a senhorita, digo, a senhora, não estava mais aqui quando começamos a aromatizar o ambiente. Seria isso? É uma infusão de flores e ervas, para manter o ar mais limpo, com bom cheiro. Sem mosquitos. Estamos perto da floresta, a senhori… senhora sabe como é!

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