— Vejam só quem temos aqui! Se não é o grande Rhys Jarsdel!
A voz feminina fez com que Rhys levantasse a cabeça, mas o quarto estava todo escuro. Ferido, com veneno correndo pelo corpo dele, não tinha como ele enxergar na pouca luz, como normalmente era capaz.
— Sabe, é um desperdício, de verdade. — A pessoa se abaixou, ficando mais próxima do nível de Rhys, que estava acorrentado, no chão. — Um macho tão bonito e forte. Pena que… se colocou no caminho da pessoa errada.
Rhys não sabia quem era. Ele não conseguia reconhecer a voz. Ou talvez reconhecesse, porém, o cérebro dele estava incapaz de garantir qualquer coisa a ele que não a dor e exaustão.
A cada segundo, a cada batida do coração dele, a dor reverberava.
— O que quer? — ele perguntou baixo, mas firme como podia.
A mulher riu, aquele tipo de “risadinha” que faz quem a admira se derreter, e quem a detesta revirar ainda mais os olhos.
— Agora, eu quero você onde está. Do jeito que está. — Algo passou pela pele do rosto de Rhys e ele tentou desviar, mas o maxilar dele foi segurado. — Ter um Alfa poderoso como você, acorrentado, como meu cachorrinho, é incrível!
Ela o soltou.
Rhys queria saber de Martin, mas não ousou perguntar. Os dois se separaram e o Alfa teve esperanças de que o Beta tinha conseguido chegar a algum lugar seguro. Talvez aquela criatura que estava se regozijando com a decadência dele nem soubesse que o outro foi perseguido com ele. Então, era melhor não falar nada.
— O que quer… exatamente?
A mulher inspirou fundo, de uma maneira quase cansada.

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