Lucretia empurrou o peito de Kolby e ofereceu a ele um sorriso simpático.
— Estou um pouco cansada. Minha cabeça dói um pouco.
Sem qualquer ressentimento, Kolby acenou e saiu de cima da ex-noiva, mas não saiu da cama. Ele ficou ao lado de Lucretia, apoiado no outro travesseiro, abrindo o braço, convidando-a a se aproximar.
Mesmo sem querer, Lucretia o fez, apoiando a cabeça no ombro dele. Quando ainda estavam noivos, Kolby nunca deitou-se na cama dela. Lucretia era mais reservada e não permitia que ele entrasse desse jeito num local que ela considerava tão íntimo. Quando ela visitava o bando dele, também não subia para o quarto de Kolby, o que ele na época dizia ser okay, mas no fundo, reclamava.
Numa dessas reclamações, em voz alta, sozinho, Deidra ouviu. E foi assim que ela se aproveitou para seduzí-lo, dando a Kolby exatamente o que ele queria e o que Lucretia não oferecia.
Agora, com a ruiva nos braços dele, Kolby se arrependia de ter se deixado levar pelas palavras — e pelo corpo — de Deidra. Se ele tivesse esperado um pouco mais, a realidade diária dele seria como aquele momento: Lucretia deitada sobre ele, na cama, enquanto ele podia não só sentir o cheiro dela, como sentir o calor de seu corpo.
Ele a abraçou mais para perto, suspirando, e fechou os olhos.
— Desculpa por ter sido tão babaca. Alguma coisa dentro de mim não queria, mas eu não consegui parar. — Kolby falou e não viu, claro, a boca de Lucretia entortar-se de nojo. — Não estou dizendo que não resisti ao corpo de Deidra, mas sim… não sei explicar. Era quase como se eu estivesse hipnotizado. Eu via a mim mesmo fazendo as coisas.
Isso fez Lucretia prestar mais atenção, pois algo na mente dela parecia estar encaixando peças, porém, ela ainda não conseguia entender a figura que o quebra-cabeças formaria. Era… um quase. Faltava alguma informação para que o que Kolby tinha acabado de falar, fizesse mais sentido. Quando ele começou a falar, ela ia simplesmente se desligar das palavras dele e deixá-lo falando sozinho, no entanto, algo clicou, mas sem ainda dar a ela o que ela precisava.
— Isso está no passado. — Lucretia disse. Ela não queria dizer “entendo”. Ela não entendia. E… dizer que as coisas estavam no passado era o mais normal. Tudo tinha acontecido, então, estava mesmo no passado. O momento. Porém, as consequências estavam bem ali, presas a eles e, claro, no futuro que os esperava.

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