Martin movia a cabeça de um lado para o outro, ainda com os olhos fechados. Uma ômega estava limpando o suor da testa dele quando Jamil entrou, seguido do soldado que o avisou da chegada do Beta.
— Onde ele estava? Qual o estado dele? — Jamil perguntou. Olhou em volta. — E já avisaram à companheira dele?
— Sim, senhor. Pedi que alguém a informasse.
— Certo. Podem sair. Ele precisa de descanso.
A ômega olhou de Jamil para o soldado, confusa.
— Eu também? Estou limpando-o e ele ainda está com febre. O médico precisa vê-lo imediatamente. Acho que foi envenenado.
— Saiam. — Jamil respondeu, sem nem olhar para ela. Como Conselheiro, ocupava uma posição alta e de respeito, portanto, os outros não o contrariariam.
— Sim, senhor. — Eles disseram e saíram, deixando Jamil sozinho com Martin.
O homem aproximou-se da cama lentamente e olhou para a figura na cama. O lençol estava grudado ao corpo do paciente, que suava muito.
— Parece estar tendo um pesadelo, não é, Beta? — ele perguntou e suspirou, inclinando o corpo e inspirando fundo. — Precisa de um banho.
Jamil se endireitou e sentou-se na poltrona a um canto, observando enquanto Martin se agitava ainda mais, porém, incapaz de abrir os olhos.
— Não é forte o suficiente para ser o Beta… e ainda assim, ocupa a posição. — Jamil soltou o ar e estalou a língua.

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