Após a visita do médico, este avisou que Martin precisaria ficar internado. Jamil queria negar, dizendo que ainda não deveriam deixar o bando saber o que realmente estava acontecendo. A verdade era que apenas os envolvidos nas buscas sabiam, mas a notícia do desaparecimento do Alfa e do Beta não tinha sido dada oficialmente aos membros do clã.
— Meu companheiro precisa ser internado e ele será internado. E eu quero ver QUEM é que vai TENTAR impedir! — Haylie falou e se aproximou de Jamil, que tentava manter uma postura calma, mas por dentro, estava fumegando.
— Eu estou apenas levando em conta o melhor para…
— O melhor para o bando é que o Beta esteja bem e capaz de proteger a todos nós. E a função do Conselheiro é garantir a segurança e o bem-estar com suas falas, à longo prazo, e não tentando enrolar quem colocou a confiança nele.
Sem dizer mais uma palavra para Jamil, ela se virou para o médico e autorizou que levassem Martin para o hospital.
Sozinho no quarto após todos saírem, os olhos de Jamil estavam enfurecidos. Ele sempre cuidou dos melhores interesses do bando, sempre se mostrou uma pessoa calma e consciente. Agora, uma fêmea de um outro bando, só porque era a companheira predestinada do Beta, pensava que podia mandar e desmandar, tirando a autoridade dele?
Quando Rhys e Martin saíam do bando, era Jamil quem ficava e garantia que tudo fluiria bem. Ele não fez um bom serviço? Há anos, ele dava os melhores conselhos! E o que houve no passado… ele fez o melhor que pôde, porém, não foi ouvido. E foi por isso que toda a desgraça aconteceu!
— E estou vendo tudo ruir novamente! Eles não aprendem! — ele falou rispidamente, baixinho, antes de sair do recinto e ir para o próprio quarto. Aquele maldito dia deveria ser melhor, uma vez que Martin retornou, mas era apenas uma dor-de-cabeça! — Haylie é um perigo para o bando!
Horas após a internação — durante a qual Haylie não saiu de perto do macho dela —, Martin começou a dar sinais de que acordaria. Ela chamou a equipe médica e, minutos depois, ele estava com os olhos abertos.
— É normal que ele fique um pouco desorientado, mas isso vai passar.
— Tudo bem, doutor. Muito obrigada! E… ele foi mesmo envenenado?
O médico suspirou e assentiu.
— Pelos exames que fizemos, muito provavelmente foi por inalação, e não por injeção ou digestão.

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