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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 123

Martin estava muito confuso. Ele não se lembrava na verdade de nada em específico, antes de “dormir”. E agora, ele estava vendo uma fêmea incrível e ela era sua companheira. Isso o interessava mais do que tudo o que ela tinha dito até o momento.

Ele sonhou com o rosto dela, até lembrava o nome! Então, muitas informações começaram a bombardear o cérebro dele ao mesmo tempo, como uma barragem quebrando.

Instintivamente, Martin levou a outra mão à cabeça, sibilando de dor. Haylie ficou em alerta na mesma hora.

— Oh, Martin, e-eu vou chamar o médico! — ela disse e se levantou. Já deveria ter feito isso, na verdade!

Martin não soltou a mão dela e Haylie, que já estava de pé e com o corpo virado, precisou se virar para olhar para ele, confusa.

— Fica.

— Amor, você…

— Fica aqui. Me abraça.

Haylie ainda achava que deveria buscar o médico, mas fez o que o companheiro pediu. O alívio dele foi imediato e Martin sorriu, apertando-a contra ele.

— Melhor?

— Uhum. — Martin disse, ainda com o rosto na curva do pescoço de Haylie. — É tão bom ficar assim.

Ela soltou uma risadinha.

— Eu concordo. — Ela disse, porém, suspirou em seguida. — Amor, eu não quero pressionar você, mas o Alfa sumiu. E não conseguimos contato com a Luna.

Martin exalou o ar e afastou-se de Haylie, mas não totalmente. Ele estava com a perna machucada e se arredou com calça no colchão, oferecendo espaço para que a jovem se deitasse com ele.

Assim que se acomodou, Haylie beijou o queixo de Martin. Ele sorriu.

— Ele me parece… estranho. Não sei te dizer. No início, ele parecia muito legal, um macho centrado. Porém, não sei explicar. Ele parece estar diferente. E é um tipo de diferente que me dá arrepios.

— Hmm…

— Eu sei que eu sou nova no bando, e que vocês o conhecem melhor do que eu. Mas meus instintos me dizem para ter cautela. Por isso eu não avisei a ele quando você e o Alfa sumiram. Primeiro, eu fiz o que você disse que eu deveria fazer. Lembra?

Sim, Martin lembrava. Ele “confiava”, não confiando. Não cem por cento. Era sempre preciso ter um plano B, foi o que o pai dele o ensinou. Já a mãe lhe disse que a pessoa em quem ele deveria mais depositar sua confiança, era na companheira dele.

— Você ser nova não é algo ruim. Às vezes, conviver com alguém por muitos anos cega as pessoas e o que elas vêem e sentem. Então, pode ser que justamente por não ter um vínculo com Jamil, você consiga ter uma percepção diferente.

Haylie soltou o ar, aliviada, pois ela ficou com medo de Martin pensar que ela estava criando confusão. Ele nunca foi grosseiro com ela, no entanto, “falar mal” de um membro do alto ranking não era algo simples.

— E agora, o que faremos?

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