— Mãe, Kolby não dá a mínima pra mim! — Deidra reclamou ao telefone, jogando-se na cama e encarando o teto, uma expressão de desgosto no rosto. — Tudo o que ele fala é em Lucretia. Que inferno!
— Controle-se! — Jeane rugiu do outro lado da linha. — Ele é o seu companheiro, você carrega a marca dele, não ela! Entendeu? O que você precisa é engravidar!
Deidra soltou uma risada.
— Eu quero saber como, se ele não me toca! Antes, ele ainda fingia que eu era Lucretia. — Ela lembrou com ressentimento a voz do marido chamando pela outra fêmea. — Agora, nem isso. E ele vem sumindo por dias. Quando aparece, me evita. Diz que arruma qualquer coisa para fazer e não ter que me olhar. E a senhora sabe o que isso acarreta para uma Luna, não é?
Até a palavra parecia uma piada. Luna. Uma Luna deveria ser reverenciada, amada, alguém que os membros de um bando buscam como figura protetora, uma espécie de mãe. Porém, ela nem mesmo foi bem recepcionada quando chegou ali, como se aqueles lobisomens já não a aceitassem por ela ser a irmã da antiga prometida do Alfa. E, após verem como ele a desprezava, a popularidade de Deidra terminou de cair.
Ela, que sempre imaginou que seria adorada e tratada como uma verdadeira rainha, era deixada de lado como um mero objeto que ninguém nem mesmo olhar, menos ainda interagir com.
— Em vez de ficar choramingando pelos cantos, por que não cuida de fazer o que precisa? Eu estou onde estou porque lutei por isso.
— Por que a senhora enganou um Alfa!
Silêncio, porém, Deidra podia sentir a aura da mãe dela escurecendo, quase como se tentáculos dessa sombra pudessem passar pelo telefone e alcançá-la, enrolando-se em seu pescoço e a sufocando até que não houvesse mais nada.
— Eu fiz o que era necessário. E você deveria me agradecer por ter sangue Alfa, garota, ou não estaria hoje na sua posição. Não entende, Deidra? Eu te dei todas as armas, de mão beijada, e você não as usa! Que tipo de inútil é você? Ou espera que eu vá até aí e dê o meu jeito? — Jeane soltou uma risada desdenhosa. — Depois você ainda tem a ousadia de querer ser respeitada como Luna.
— Mãe…

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