Jeane sentiu como se o tempo tivesse parado. O que diabos aquela garota fazia ali? Ela não deveria…? Inspirando fundo e colocando a melhor máscara sorridente, Jeane se aproximou da enteada.
— Ah, você voltou. Achei que tivesse voltado para o ShadowBlood sem nem mesmo se despedir.
Lucretia estava fervendo por dentro.
“Como alguém pode ser tão cara-de-pau, dissimulada?” , ela pensou. “Essa vaca vai mesmo fingir que não sabe de nada? Vamos ver, então!”
— Claro que não. Eu estava com o meu pai, na borda. Você sabe disso, afinal, um ômega me passou o recado. Obviamente que a Luna do bando sabe desse tipo de coisa, não é mesmo? — Lucretia perguntou, usando o tom mais inocente que conseguia, porém, não escondeu completamente o desprezo na voz.
Jeane puxou o ar, enchendo os pulmões. Se tinha uma coisa da qual ela se arrependia era de não ter dado jeito na filha do Alfa, antes. Lucretia parecia um bom saco de pancadas e ela jurava que Corrado não teria o atrevimento de dar o título de líder do clã para a ruiva.
“Mas também, não achei que Deidra fosse tão inútil!”, ela disse a si mesma. Sim, o plano era que Deidra seria melhor do que Lucretia em todos os sentidos, no entanto, a moça se mostrou uma total decepção. Ela não era melhor em nada, exceto, talvez, em se fingir de boazinha para conseguir o que queria. Olhando para Lucretia, agora, até isso Jeane começava a duvidar.
— Oh, claro. — Ela deu um tapinha na própria testa. — Que cabeça, essa minha!
Lucretia queria dizer: “Que mentirosa que você é!”, porém, ela não podia. Ela precisava ver até onde ia a mentira.
— Não vai perguntar como meu pai está? Ou como anda a situação na borda? Afinal, ele não retornou comigo.
Havia outros lobisomens passando por ali, mesmo que não estivessem participando ativamente da conversa. Os ouvidos estavam sempre atentos para o que acontecia, principalmente no que se referia aos líderes. Jeane não podia vacilar.

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