Lucretia inspirou fundo e fechou os olhos. Ela tinha que se controlar.
— Não estou do lado dele, estou usando-o. Essa é a verdade. Preciso de toda a ajuda necessária. E não, eu não vou esconder absolutamente nada de Rhys quando ele retornar — a expressão no rosto dela era mais do que séria. — Eu peço que nunca mais levante esse tipo de questão, Beta, porque eu não vou aceitar. Pode não gostar de mim, mas não pode duvidar da minha lealdade, nem para com o bando, e menos ainda para com Rhys. Entendido?
Martin era um Beta, o que significava que ele era um macho forte e possuía uma aura poderosa. No entanto, diante dele não estava a filha de um Alfa, uma Herdeira, mas sim a Luna do bando dele mesmo. A fêmea de maior poder, e que estava apenas abaixo do Alfa, e nem exatamente isso, porque ambos possuíam o controle sobre seus membros. Lucretia Jarsdel não estava brincando.
— Sim, Luna. Eu compreendo. E me refrearei daqui para frente.
— Excelente. Agora, eu vou descansar um pouco. Faça o mesmo. — Ela se virou para Haylie, que observou aquela interação e ficava dividida. Ela entendia ambos, e um deles era seu companheira, enquanto a outra parte era a melhor amiga dela. Que situação! — Voltarei em breve. Ah, e não contei ao Alfa McCormack que Martin já está conosco.
— Tudo bem, Lu. Descanse. Depois eu te levo algo para comer.
— Não precisa, Haylie.
— Precisa. — Pelo sorriso dela, Lucretia compreendeu que a jovem queria lhe falar a sós. — Até mais.
E saiu do quarto, indo para o dela mesma. Ela precisava relaxar um pouco, por isso, encheu a banheira com água morna e alguns sais de banho e entrou.
Olhando para o teto, Lucretia soltou um longo suspiro. Quando as coisas começariam a ficar realmente bem? Por que parecia que, em um momento, tudo estava em seu devido lugar e, logo em seguida, isso era arrancado dela. Caos. Era assim que ela sentia. Como se a vida dela fosse um caos sem fim. Que tipo de provação era essa que a Deusa da Lua estava fazendo-a passar por? Por quê?
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