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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 147

Lucretia inspirou fundo e fechou os olhos. Ela tinha que se controlar.

— Não estou do lado dele, estou usando-o. Essa é a verdade. Preciso de toda a ajuda necessária. E não, eu não vou esconder absolutamente nada de Rhys quando ele retornar — a expressão no rosto dela era mais do que séria. — Eu peço que nunca mais levante esse tipo de questão, Beta, porque eu não vou aceitar. Pode não gostar de mim, mas não pode duvidar da minha lealdade, nem para com o bando, e menos ainda para com Rhys. Entendido?

Martin era um Beta, o que significava que ele era um macho forte e possuía uma aura poderosa. No entanto, diante dele não estava a filha de um Alfa, uma Herdeira, mas sim a Luna do bando dele mesmo. A fêmea de maior poder, e que estava apenas abaixo do Alfa, e nem exatamente isso, porque ambos possuíam o controle sobre seus membros. Lucretia Jarsdel não estava brincando.

— Sim, Luna. Eu compreendo. E me refrearei daqui para frente.

— Excelente. Agora, eu vou descansar um pouco. Faça o mesmo. — Ela se virou para Haylie, que observou aquela interação e ficava dividida. Ela entendia ambos, e um deles era seu companheira, enquanto a outra parte era a melhor amiga dela. Que situação! — Voltarei em breve. Ah, e não contei ao Alfa McCormack que Martin já está conosco.

— Tudo bem, Lu. Descanse. Depois eu te levo algo para comer.

— Não precisa, Haylie.

— Precisa. — Pelo sorriso dela, Lucretia compreendeu que a jovem queria lhe falar a sós. — Até mais.

E saiu do quarto, indo para o dela mesma. Ela precisava relaxar um pouco, por isso, encheu a banheira com água morna e alguns sais de banho e entrou.

Olhando para o teto, Lucretia soltou um longo suspiro. Quando as coisas começariam a ficar realmente bem? Por que parecia que, em um momento, tudo estava em seu devido lugar e, logo em seguida, isso era arrancado dela. Caos. Era assim que ela sentia. Como se a vida dela fosse um caos sem fim. Que tipo de provação era essa que a Deusa da Lua estava fazendo-a passar por? Por quê?

*** *** ***

— Aqui, beba um pouco disso — ele falou. — Depois, vamos tomar o remédio. É um pouco amargo, mas veja, eu consegui algumas balas!

Rhys agradeceu. Falar era difícil para ele. A garganta arranhava. Talvez os pesadelos fossem lembranças, mesmo, e a sensação de gritar não fosse apenas isso, mas sim uma memória de um horror que ele tinha passado.

— A nossa vizinha é muito boa, mesmo. Ela mesma preparou essas balas para você — o idoso disse. — Mas primeiro, beba a sua sopa e, depois, o remédio!

A vizinha, pelo que Rhys sabia, era uma jovem viúva, grávida. Segundo Harold, o idoso, ela era muito boazinha, e era uma pena que tivesse perdido o marido, que também era alguém bondoso. Foi morto pelo que pareciam… lobos.

Quando Harold contou isso, um frio percorreu pela espinha de Rhys.

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